segunda-feira, 9 de março de 2009

Oitentona (texto)

No domingo, 8 de março, a apresentadora e cantora Hebe Camargo completou 80 anos de idade. Em geral, passo batido quando os temas são as festinhas de celebridades, aniversários de atrizes, lançamento de novelas etc. Essas coisas não me interessam, mesmo. No entanto, completar 80 anos e estar atuando num mercado que valoriza, principalmente, o corpo definido, o escândalo sexual, a reconstituição do hímen, o preço que se pagou num modelo de tal estilista, a prótese de silicone, o carro de sei lá quantos milhões, a juventude em detrimento do talento, a bunda em forma de jamelão, abacaxi, melancia, mamão, acho que os seus oitanta anos na ativa é um bom motivo para um post.
Hebe, com um estilo que foge até aos padrões televisivos (elencados acima), continua firme e forte (nesta idade faltam oportunidades até para notinhas em revistas de fofocas) às segundas à noite num horário (20h) nobre do SBT concorrendo com o que se tem de "melhor" nas demais emissoras. Ela está distribuindo energia, bom humor e muita alegria para quem possa duvidar de que chegar aos 80 não seja sinônimo de decadência e de aposentadoria. Gracinha!!!!!

Um comentário:

  1. Mas que curioso! Estou lendo nesse momento a obra já velhinha (tem a minha idade!!) de Sergio Miceli sobre "A noite da madrinha", que foi reeditada pela Cia das Letras. Um estudo precioso sobre o programa da Hebe! Ja em 1972 ele mostrava os motivos que faziam o sucesso do programa: ser uma mulher igual a mim, a você, uma dona de casa, que consegue levar ao ar as minhas angústias, na "sala de visita", agindo sempre como uma madrinha. O texto é atualíssimo. Vale ler.Sem falar na aula de metodologia a la Bourdieu.

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