sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sou menino ou menina? (texto)

Alguns pais decidem não querer saber o sexo da criança durante a gestação. Esperam pela hora do parto para descobrirem se é um menino ou uma menina. Até aí tudo igual faz alguns anos. Mas um casal de 24 anos na Suécia levou esta prática além dessa realidade. Eles se recusam a dizer o sexo de sua criança, que já tem dois anos e meio de idade. “Queremos que Pop (nome fictício para proteção da criança) cresça com maior liberdade e que não seja forçado a um gênero que o/a moldará”, disse a mãe.
Pop usa vestidos e também calças masculinas e seu cabelo muda do estilo feminino para o masculino a cada manhã. Apesar de Pop saber as diferenças entre um menino e uma menina, os pais se recusam a adotar pronomes para chamar a criança.
A controversa atitude do casal gerou um intenso debate no país. O jornal sueco que entrevistou os pais, The Local, conversou com a pediatra sueca Anna Nodenström do Instituto Karolinska sobre os efeitos a longo prazo no comportamento da criança. “Afetará a criança, mas é difícil de dizer se fará mal a ela”, diz a pediatra. “Não sei o que os pais querem com isso, mas certamente ela será diferente”, completou. Anna ainda afirmou que quando Pop entrar na escola, se seu gênero ainda for desconhecido, ela chamará muito a atenção dos coleguinhas.
A psicóloga canadense Susan Pinker autora do livro The Sexual Paradox, também entrevistada pelo jornal sueco, disse que será difícil manter incógnito o sexo da criança por muito mais tempo. “As crianças são curiosas sobre suas identidades e tendem a gravitar em torno das de mesmo sexo no começo da infância”. Pop logo ganhará um irmãozinho ou irmãzinha, porque a mãe está grávida. Ela afirmou que irão revelar o gênero ”quando Pop quiser”.
O que você acha disso? De perto, ninguém é normal!

4 comentários:

  1. Pelo jeito de perto ou de longe, ninguém é normal.
    Com dois anos e meio Pop já deve saber mais sobre seu sexo que os próprios pais. Interessante que a mãe fala de liberdade, enquanto eles como pais, querem esconder informações. Liberdade deveria ter a possibilidade de saber para, enfim, escolher. Não?! O irmãozinho ou irmãzinha vai contar aquilo que os pais não querem.

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  3. Oi bonitinho,
    não acredito que está atitude dos pais proteja seu ou sua filha no futuro de preconceitos ou sofrimentos, independente da escolha sexual que ele(a)resolver seguir.
    Bjs bem apertadinhos.

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  4. Repensei o meu comentário, é um caso um tanto complexo, a sexualidade enquanto diferenciação na definição biológica não pode ser negada (pênis, vagina). Parece que os pais pensam que a roupa, algumas denominações irão moldar necessariamente a sexualidade da criança (menino,menina) - escolha dela. Estão agindo como no passado - de maneira oposta -, no caso dos homens e mulheres homossexuais que eram tratados ou se submetiam a tratamentos como pessoas doentes... A sexualidade pode ser analisada por várias perspectivas, mas a que vai prevalecer no sujeito que a sente é o interesse, atração sexual que tem por outra pessoa, independente do outro ser masculino, feminino... Assim a criança pode ter pênis, vestir calça e se interessar por outra com as mesmas caracteristicas, ou o inverso, ter vagina, se definir enquanto mulher e gostar de pessoas com as mesmas caracteristicas, ou não. Ainda há a opção de ter pênis e/ou vagina e adotar comportamentos, formas de se vestir que se enquandrão com padrões definidos a outro sexo, com interesses sexuais homo ou hetero... Tudo isto em tese, não acho possível uma pessoa crescer em contato com outros seres sem uma definição qualquer que seja sobre sua sexualidade. Nossa, acho que piorei a situação...hehehe

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