quinta-feira, 22 de julho de 2010

A copa de 2014, o Rio de Janeiro e um tanto de coisa pra fazer (texto)

Eu nunca estive num país que tivesse sediado uma Copa do mundo de futebol, durante o evento. Mas penso que o mínimo de organização em algumas áreas é fundamental caso a gente queira receber (muitos) visitantes.
A Copa de 2014 é no Brasil e reparando o Rio de Janeiro nesses últimos dias (quase duas semanas) tenho a impressão de que muito (muito mesmo) precisa ser feito.
A Lapa está uma confusão! Tem cinco mil bares, restaurantes, casas de samba, mas não tem calçada. Mesas e cadeiras tomam conta do espaço reservado ao pedestre (obs.: sexta e sábado, desde a semana passada, um trecho da Mén de Sá - dos Arcos até a Rua do Rezende - foi destinado ao pedestre das 22h às 5h). O movimento é intenso de segunda a sábado.
Um posto da prefeitura (choque de ordem) foi instalado na Mén de Sá (rua que liga o centro a zona norte) e pelo visto alguma coisa mudou (não vejo mais aquele bando de criança agindo nas redondezas: numa postagem de janeiro eu me indignei com os assaltos etc; os antigos flanelinhas tb sumiram). Por outro lado, a sujeira toma conta das ruas (precisamos de uma campanha de conscientização da população para não jogar NADA no chão): alguns bueiros (por aqui eles não explodem) lançam excrementos 24h por dia. Um nojo!!! Precisamos nos equilibrar ou correr risco de atropelamento para desviar de tanta sujeira (sem falar do mal cheiro).
Táxi no Rio é um perigo (sem querer generalizar)! Há uma tabela para corrigir o valor de alguns táxis que ainda não aferiram o taxímetro e um selo vermelho que indica os táxis que já o fizeram, no entanto, peguei um táxi com o selo de aferição, mas com uma tabela extra. Um confusão!
Existe, por aqui, preços diferenciados para os gringos: basta ir à praia, por exemplo, e confirmar. Tudo, ou quase tudo, é o dobro do preço se o cliente falar uma língua estrangeira ou se o seu "r" for "caipira" (é um termo técnico, antes que alguém me chame de preconceituoso).
Nos aeroportos não têm placas informativas, por exemplo, sobre ônibus. E aí os taxistas fazem a festa (mesmo os táxis de cooperativas)! O preço chega, do Galeão até o Centro, a R$70,00 reais (um táxi oficial). Um absurdo! E alguns no Santos Dumont (o aeroporto no Centro) escolhem os passageiros.
Sobre a infraestrutura, não é preciso escrever. Tudo estar por fazer. E acredito que esse quesito seja resolvido, mas o que diz respeito à educação e ao trato entre as pessoas ... esse sim já deveria iniciar.

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