segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É aí que mora o perigo (texto)

Ontem, enquanto eu estava de carona com uma grande amiga/irmã (de uma feijoada na casa dos pais de um outro amigo/irmão), ela me perguntou sobre o meu trabalho na universidade. Falei um pouco sobre a Análise de Discuso (AD), sobre os trabalhos sobre mídia, sexualidade, gênero e etnia que ando pensando e desenvolvendo nesses últimos 9 anos.
Não era uma conversa acadêmica, mas uma apresentação rápida sobre o que me interessa na academia. No entanto, é aí que mora o perigo, não me senti confortável enquanto falava disso, foi me dando uma aflição enorme só de pensar que dia 03 de fevereiro estarei outra vez me apresentando no trabalho.
Fiquei pensando nas reuniões, nas pesquisas, no vestibular, nos concursos que organizamos durante o ano, nos eventos que terei que participar apresentando resultados de pesquisa, num livro que insiste não sair, nas orientações, nos novos alunos do mestrado e graduação, enfim.
Acho que ainda não estou com saudades do trabalho. Normalmente final de janeiro, tudo bem que ainda temos uns quinze dias pela frente (e espero de verdade que a minha impressão mude), já estou com vontade de dar aula.
Estranho mesmo me sentir daquele jeito. Quase sempre me sinto bem ao falar do meu trabalho, sobretudo de pesquisa e da AD francesa...vai ver que ando mais esgotado do que eu imaginava.

3 comentários:

  1. Estou exatamente assim, querendo sentir o quanto gosto do que faço, mas com um agravante, está difícil tirar férias por aqui. to muito cansada. bjs querido

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  2. Oi, Alexandre,
    Chamou-me a atenção o finalzinho do seu post. Vai ver que é isso mesmo. Às vezes, o trabalho, que é apenas uma parte da nossa vida, acaba nos consumindo como se fosse tudo. Daí, nosso corpo - esta máquina sábia - acusa logo quando há excesso. Curta os últimos dias de férias sem culpa nem remorsos.
    Abraço.

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  3. É nossa eterna busca pela felicidade... acho que devemos insistir em fazer mais o que gostamos e nos dá prazer...
    não sou ligada a nenhum "emprego" tem seu lado ruim, o da falta de segurança, mas por outro lado, amo cada hora trabalhada... amo cada projeto e entrar a madrugada escrevendo...
    tudo tem seu preço, no final das contas...
    Um grande beijo, estou amando seu blog!

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