domingo, 4 de setembro de 2011

A Grande Muralha da China

Hoje, fomos visitar, pela manhã, uma fábrica de porcelana. Passeio de turista. Odeio esse tipo de programa, porque, em geral, é uma furada. E era, como foram as visitas à loja de chá, à de pérolas e à de jade. Tudo divino e maravilhoso. Somos recebidos como são os turistas nesse tipo de visitas. Afinal, estamos ali para gastar, afinal estamos ali apenas para gastar. E, como todo turista, compramos alguma coisa, ainda que o dinheiro seja pouco na carteira. Passeios desse tipo, por mim, seriam dispensados, mas como contratamos um pacote fechado e lidar com um chinês nesse sentido não é lá muito fácil, não conseguimos que ele trocasse essas desventuras por um mercado popular, por um passeio sem compromisso para saber do dia a dia na China. Sem falar que estar em Pequim sem um guia seria, praticamente, um suicídio.
Depois dessa aventura, partimos para A aventura em Pequim, ir às Muralhas, uma das 7 maravilhas do mundo. Restam-me agora 6. Mas vamos passo a passo. As Muralhas ficam a mais ou menos 90 km de onde estamos. O trânsito em Pequim é muito intenso. Depois de hora e meia na estrada finalmente chegamos ao ponto de partida, quer dizer, ao nosso ponto de partida, visto que as Muralhas rodeiam um grande território chinês (As suas diferentes partes distribuem-se entre o Mar Amarelo (litoral Nordeste da China) e o deserto de Góbi e a Mongólia (a Noroeste) – Wikipédia total).
O nosso guia nos sugeriu iniciarmos a subida pelo lado direito porque, segundo ele, e o que pudemos perceber pelo volume de pessoas nos mesmo lado, segundo todos os guias, era o lado mais fácil. Todos apostos, iniciamos a subida.
Eu todo trabalhado na academia, 4 vezes por semana, achei que me sairia super-bem nessa empreitada. Ledo engano. Degraus desnivelados, gente que não acabava mais, um sol queimando, corrimão em algumas partes, mas não em todas, às vezes baixos demais. Consegui subir uma boa parte, mas foi frustrante porque como não fazia ideia do que me esperava, achei que fosse uma escadaria da Penha com intervalos de passarelas. Não era isso, não pelo menos até onde fui, apenas degraus separados por pequenos pagodes. Depois de uma hora subindo me dou por vencido, tomo um litro de água, descanso uns minutos e, como pra baixo todo santo ajuda, desci ladeira.
Não posso dizer que tenha sido tão difícil quanto subir, mas preciso confessar aqui que as pernas bambearam. Pelo caminho fui encontrando amigos que desistiram num ponto qualquer dessa escalada (não pensem que estou exagerando).
Eu volto à China, ou melhor, eu voltaria à China, mas às Muralhas não. Não pelo menos nesse ponto aqui em Pequim. Não achei que tenha valido à pena tanto esforço físico.


PS.: postado via e-mail.

Um comentário:

  1. Oi, Alexandre,
    Estou adorando esses seus relatos de viajante na China. Ótimo, mesmo!!!

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