segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ainda as UPPs, a Rocinha e a prisão do Nem (texto)

Sei lá, mas há algo de podre no reino da Dinamarca. Ontem depois de ouvir, em diversos canais de TV, reportagens, declarações, depoimentos, fiquei com algumas pulgas me incomodando.
Como o Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, não sabia da possibilidade do traficante se entregar? Se ele não sabia, como alguns delegados e policiais trocavam mensagens por telefone sobre o assunto, como se fosse alguma coisa simples de saber?
Policias de Saquarema presentes na hora da detenção do Rei da Rocinha. O que eles faziam no Rio de Janeiro? No mínimo, curioso.
E a história bem mal contada de levar O mestre, como era chamado pelos comparsas, para 15DP ou para a Polícia Federal.
10 milhões arrecadados a cada mês e 50% de tudo isso para pagar policiais corruptos. Quem são esses policiais?
Além de tudo isso, pensei que fossem encontrar na Rocinha, diante de tamanha arrecadação e um aparato de mais ou menos 700 pessoas dando apoio ao tráfico (sem contar os tais policiais), um arsenal bélico, mas encontraram apenas 20 pistolas, 15 fuzis, 2 espingardas e 1 submetralhadora, além de 20 rojões. Nem em Antares, zona oeste do Rio, o armamento deve ser tão fraco assim ou houve uma supervalorização da Pacificação da Rocinha?
Tá parecendo a história das armas atômicas do Iraque. Do perigo que corríamos se Saddam Hussein continuasse vivo.
Sei lá, ainda restam outras tantas dúvidas.

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