segunda-feira, 19 de março de 2012

Duscha (texto)

Filhotes são sempre divertidos, sejam eles elefantes, cachorros, macacos. Ontem, à noite, chegou Duscha, uma gatinha siamesa de 45 dias. Meio ressabiada, queria apenas ficar escondida. Bastava eu me aproximar para ela entrar na estante, embaixo da escrivaninha, atrás do sofá.
Mesmo assim a sua curiosidade não a deixava quieta. Ela entrou e saiu de todos os lugares possíveis para um gato, eu me distraía com a leitura de uma trabalho e lá estava ela pulando algum obstáculo, subindo ou descendo de uma cadeira, brincando com uma bolinha improvisada.
Difícil mesmo foi levantar às 2h45 para dar atenção à nova moradora. Eu estava dormindo quando os miados me acordaram. Fiquei com pena da recém-chegada estar assustada e até às 4h15 estive subordinado a ela. Como uma criança, Duscha não sossegou um instante, me mordeu, arranhou o sofá, cheirou e lambeu tudo. Me fez rir muito com os saltos e cambalhotas enquanto brincava com a bolinha de papel.
Dormia apenas no meu colo, mas se eu a colocava na sua almofada, ela despertava e queria brincar outra vez. Eu podre de sono. Finalmente ela dormiu ao meu lado. Aproveitei a deixa, apaguei a luz e fui para o meu quarto com medo que ela acordasse novamente (e a novela recomeçasse). Dormiu o resto da noite e um pouquinho da manhã, acordou apenas comigo.
Tomara que ela se adapte logo à nova casa, eu já me sinto dono de uma gata.

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