sexta-feira, 6 de abril de 2012

Uma Cachoeira (ou seria Catarata?) de irregularidades (texto)

Políticos, policiais, artistas e sabe lá quem mais vem para a festa. Carlinhos Cachoeira metido até o pescoço com gente de bem. Gente acima de quaisquer suspeitas. Acesso às informações sigilosas. Projetos no Senado para garantir vida longo aos seus negócios, relações estreitas com artistas (empréstimo pra lá e sabe-se lá o quê para pagar tanta generosidade).
É claro que nada disso me surpreende e tampouco supreenderia a maioria dos brasileiros, acostumados faz muito tempo com essa linha tênue que separa políticos e bandidos. Temos exemplos de monte. Enchemos as duas mãos com facilidade de notícias de bandidos nas câmaras de vereadores, deputados e senado (estaduais e federal), prefeituras, palácios de governos, secretarias estaduais e por aí vai.
Nunca na história desse país foi diferente. Acho ainda que o buraco deve ser mais embaixo do que a imprensa tem noticiado. Tem peixe grande nessa rede.
A impressão que tenho é que quando alguém se mete na política partidária, tem em mente ganhar, ganhar muito dinheiro. Se dar bem. Quem é que ainda acredita nessa história pra boi dormir de político preocupado com seus eleitores? Pelo que se vê, lê etc., a preocupação passa exclusivamente com o próprio bolso.
Nada como a imunidade parlamentar (para lementar). Eles, eleitos por nós, não sou ingênuo em relação a isso, respondem muito pouco ou quase nada pelo que fazem e pelo que deixam de fazer (quase sempre). E basta um pequeno descuido, estão de volta.
Brasília anda com a energia comprometida. Lúcio Costa deve se retorcer no túmulo de arrependimento pelo Plano Piloto do Distrito Federal. E nem me venham com a história de que por lá tem gente de bem. Não acredito mais na inocência de político algum. Onde come um, comem 1000.

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