quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O grau da (des)visão

Meus óculos, finalmente, chegaram e eu não fazia ideia de que não estava enxergando bem. Bem, bem, na verdade, eu nunca enxerguei, mas bem significa enxergar razoavelmente, pelo menos com a ajuda de lentes.
O português me ligou ontem, mas em virtude da hora, avançada, em que saí da biblioteca, não pude ter o prazer de descobrir as cores de Lisboa. Hoje, no entanto, fui surpreendido pelas cores ainda não vistas.
Segunda vez que isso me acontece, na vida. A primeira, e não podia ser diferente (acho até que já escrevi sobre isso aqui no Do Avesso) foi aos 15 anos quando descobri que o mundo não era nublado como eu julguei que ele fosse. Natural que eu achasse que o que eu via era o mundo que eu deveria ver. Eu, até esta idade, não sabia que enxergava mal. Aí, no caminho da escola, eu comecei a descobrir um mundo nunca antes visto: as cores da cidade, as cores das árvores etc. Só sabe disse quem já foi míope e não sabia que era.
Claro que dessa vez a história é outra. Eu já sabia que não enxergava bem, mas o que eu não sabia era que o grau de (des)visão havia aumentado tanto. Tanto que eu não enxergava que eu não enxergava. Entendeu ou preciso mostrar?
Bem, hoje, as placas e os rostos ficaram mais nítidos. E isso é um bom sinal.

Um comentário:

  1. Que sejamos capazes de enxergar coisas boas mesmo diante das adversidades encontradas nos caminhos tortuosos da vida...

    Que sua viagem seja cheia de novos aprendizados :)

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