Ao longo desse percurso, a escrita permaneceu como exercício cotidiano de atenção ao mundo e à linguagem. Cada texto nasce de uma necessidade de dizer algo que pede forma, ritmo e escolha de palavras. Há textos breves e outros mais longos, alguns mais próximos da reflexão, outros do comentário, outros ainda do ensaio, mas todos partilham o mesmo compromisso com a palavra pensada, trabalhada e assumida.
Esses anos também são feitos de diálogo. Mesmo quando silencioso, o gesto de escrever supõe um outro, uma leitura possível, uma circulação que dá sentido à permanência do blogue. Comentários, mensagens, leituras ocasionais ou recorrentes compõem essa história e fazem com que o texto não permaneça isolado, mas em relação.
Celebrar 17 anos de postagens é afirmar a escrita como prática de continuidade e resistência ao apagamento. É reconhecer o tempo investido, as transformações do próprio autor e a permanência do desejo de escrever. Que os próximos textos sigam abrindo espaço para pensar, dizer e compartilhar, mantendo viva essa trajetória que já atravessa quase duas décadas.
