sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Microvestido no dedal (texto)

Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequinininho
Mau cabia na Ana Maria
Biquíni de bolinha amarelinha tão pequinininho
Que na palma da mão se escondia
Ana Maria olhou-se no espelho
E viu-se quase despida afinal
Ficou com o rosto todinho vermelho
E escondeu o maió no dedal

(versão de Hervé Cordovil)

A música acima, sucesso em 1965, conta a história de uma menina, Ana Maria, que experimentou um biquíni muito pequeno e se sentiu tão envergonhada que não teve coragem de sair da cabini. A mocinha ficou com medo que a rapaziada olhasse tudo, tin-tin-por -tin-tin. A história acabou mais ou menos por aí. Outros tempos, outra rapaziada.
Nesta semana, dia 22, uma aluna de uma universidade de São Paulo, UNIBAN, foi hostilizada por colegas porque usava um microvestido. Isso passaria batido por mim (não me interessa mesmo o tamanho do vestido de ninguém) não fosse eu entrar no youtube e ver cenas gravadas por celular da tal menina saindo da universidade (clique para ver) escoltada por policiais, sob gritos de "puta!".
Vi uma vez, vi duas vezes e constatei que os gritos eram mesmo "puta!".
Aí fiquei pensando: que rapaziada é essa?! Que garotada é essa que transforma em horror algo tão banal: um vestido extremamente curto é motivo de hostilização? Eram os hormônios ou a falta deles? Já pensou... de agora em diante, mocinhas, antes de saírem de casa estejam cientes de que a rapaziada mudou, muito. E que o comprimento do seu vestido pode elevar os ânimos.

Um comentário:

  1. Faltou na realidade é respeito... Está parecendo a ditadura...

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