domingo, 30 de agosto de 2009

Perpetuum Jazzile & BR6

video
Uma amiga me mandou com o seguinte comentário:
"Deem uma olhada... Dá para acreditar que é um coral da Eslovenia????" Não dá mesmo, mas dá uma vontade enorme de cantar junto.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ditadura da Beleza – uma visão subjetiva


Neste texto gostaria de escrever sobre algo que venho percebendo nos últimos tempos. Não é de hoje que somos sistematicamente submetidas a um forte apelo pela valorização da estética. Abrimos as revistas, ligamos a TV, olhamos outdoors pelas ruas e lá estão expostos corpos esquálidos como ideal de perfeição feminina, sem falar do culto à malhação - imagens que pouco refletem os padrões reais da grande maioria da população.
A cada dia proliferam academias, clínicas de estética, novos tratamentos antienvelhecimento, antiestrias, “anti-isso”, “anti-aquilo...”ufa!!!
É tanta informação e novas propostas que, se não tivermos senso crítico, somos levadas a querer experimentar tudo ou, o que é pior, sentimos nossa auto-estima despencar.
Sem dúvida, a vaidade, a estética e o culto à saúde, são muito importantes. Isso só se torna um problema quando há uma supervalorização desses aspectos. Não é raro que esse excesso de preocupação com a beleza e a estética esteja a serviço de evitar confrontos com a realidade, ou com sentimentos de frustração, medo, angústias e inseguranças. E essa parece ser uma questão do mundo atual. Basta olharmos para a incidência cada vez maior e mais precoce do número de casos de transtornos alimentares e depressões. É inequívoco que essas patologias têm como causa dificuldades internas muito profundas, mas também são reforçadas por valores culturais, que chamarei aqui de ditadura da beleza.
Constantemente recebo em meu consultório mulheres inseguras, com a autoestima bastante comprometida, em geral, sozinhas, em busca de um parceiro.
Não atender a esses padrões, muitas vezes compõe a lista de fatores que minam sua segurança. Não conseguem valorizar sua beleza, nem mesmo outros aspectos tão interessantes de suas personalidades!
Fico pensando o quanto a valorização desses atributos externos está tão arraigada em nossa consciência que deixamos de olhar para o que realmente importa: a essência humana que está dentro de cada um de nós! Isso sem falar nos contos de fadas, que mostram como ideal do modelo feminino, princesas loiras, de cabelos lisos, magrinhas, passivas, cujo único desejo é encontrar um lindo príncipe encantado: forte, valente, protetor, bonito, etc.
Quase sempre são personagens sem identidade própria, sem atitude e esvaziadas de conteúdo. E o que dizer das bruxas más que são sempre feias... Contudo, ouso dizer que há uma centelha de mudança brilhando em nossas consciências...
Shrek – o filme - é um exemplo disso. Trata-se de um conto de fadas moderno, que polariza com essa valorização do ideal de beleza e põe em questão o que é belo e verdadeiro em e para cada um de nós. Parece conter um novo paradigma, já que mostra a multiplicidade da natureza humana em cada personagem.
Fiona é uma princesa que carrega um segredo: sua dupla natureza. De dia é uma “linda” princesa, à noite transforma-se em um “ogro”. Foi atingida pelo feitiço de uma bruxa que disse que só encontraria sua essência quando fosse beijada por um príncipe. Acredita, assim como todos que estão à sua volta, que sua verdadeira identidade é a de princesa.
Entretanto, é salva por Shrek, um ogro que também acredita não ser o seu príncipe, pois é feio, não tem bons modos, é grosseiro e mora em um pântano. Ocorre que ambos se apaixonam e vão descobrindo a beleza de ser quem se é de verdade. Fiona, ora é uma princesa, ora é uma “ogra” gordinha e verde. Independentemente de sua aparência mostra-se uma mulher forte, dona do seu próprio nariz, determinada, mas que em nenhum momento perde sua feminilidade, tampouco sua beleza.
Shrek, apesar de aparentemente grotesco é doce, sensível e aprende a reconhecer e demonstrar suas inseguranças e fragilidades, entrando em contato com seus sentimentos mais profundos. Este conto começa a partir do fim dos contos de fada tradicionais, pois é a partir do momento em que a princesa é salva que começam os problemas e se desenvolve a trama interna de cada um dos personagens.
O despertar desse amor, em um primeiro momento, deixa-os confusos, provocando um questionamento a respeito de quem são e do que sentem. Consequentemente, inicia-se um processo de transformação em cada um deles.
Ambos podem se olhar e se encantar com o que está além das aparências. Vivem intensos conflitos internos; não sabem se conseguirão continuar a atender as expectativas externas; não podem mais acreditar em suas idéias preconcebidas; deparam-se com seus dramas existenciais e, por várias vezes, põem em dúvida o que estão sentindo e percebendo. Fiona descobre que não é apenas aquela princesa que acreditava ser, mas escolhe, com consciência, assumir sua verdadeira identidade.
Shrek não precisa mais se esconder no pântano e aos poucos vai deixando cair suas defesas, se envolvendo com todos aqueles que despertam seu afeto. Ambos vivem um processo de ampliação de suas consciências e encontro com o “Si-Mesmo”, cumprindo seu processo de individuação, ou seja, encontram-se com o que há de mais verdadeiro dentro de si.
Uma característica a ser ressaltada nesse conto é a valorização dos aspectos internos em detrimento dos externos, assim como dos aspectos existenciais em detrimento da estética.
Algumas mulheres buscam viver um conto de fadas ou uma realidade imaginária e, muitas vezes, sustentam essa posição para fugir do contato inevitável com uma parte da realidade. Mas, de verdade, como no conto, somos todas um pouco princesas e um pouco “ogras”! Isto é, todas nós temos aspectos que acreditamos não fazer parte de nossa personalidade, mas que nos refletem sim, e que devem ser vistos, aceitos, acolhidos e integrados à nossa consciência.
Como disse em um de seus livros o psiquiatra suíço Carl G. Jung, “podemos encontrar verdadeiras pérolas na sombra”. Essa é uma história que enfatiza a importância da reflexão e do contato com o universo interno como possibilidade de transformação. Não apenas do ponto de vista individual, mas da consciência coletiva, uma vez que a transformação ocorrida dentro de Shrek e Fiona desencadeia uma mudança de consciência em todos os outros personagens. Shrek – o filme - reflete sobre o que é o belo, sobre o feminino, o masculino, o amor, a amizade, e, acima de tudo, sobre a possibilidade de se conviver com as diferenças sem julgamentos de valor. Acredito que manifestações e produções como essa possam realmente ser o prenúncio de uma consciência de alteridade, na qual os diferentes podem conviver, coexistir, sem necessidade de exclusão dos diversos atributos da complexidade humana.

Sâmara Jorge  Psicóloga. Psicoterapeuta de Orientação Junguiana.
(samarajorge@hotmail.com)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sobras da Partilha (música)

Há cinco posts eu escrevi algumas linhas sobre o mais recente CD da Joyce, Slow Music. Aproveitei tb para dizer que a música Sobras da Partilha, uma das inéditas da compositora, me chamou bastante atenção logo de cara: música e letra num casamento perfeito.
Ela não sai da minha cabeça e ouço sem parar em casa. Aí resolvi colocar aqui a letra e o endereço do site da Biscoito Fino, gravadora do CD, que disponibiliza um pequeno trecho dessa música. Acho que vale à pena ouvir. É linda mesmo! (é só clicar no título abaixo para ouvir parte de música).

SOBRAS DA PARTILHA

quando a gente empilha
os guardados da mobília
surgem sobras da partilha
que ningém notou
um álbum de família
uma velha cigarrilha
e o rubi da gargantilha que amassou
um livro amarelado
uma agenda de recados
um vestido desbotado
que jamais se usou
um bibelô quebrado
um poema apaixonado
que de tão manipulado se gastou

Prestação do apartamento
certidão de casamento
velhos documentos sem valor
ideais, ilusões
despojos de um grande amor

...um livro amarelado
uma agenda de recados
um vestido desbotado
que jamais se usou
um bibelô quebrado
um poema apaixonado
que de tão manipulado
foi gastando, se rasgando, se acabou...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Flor de ir ambora (música)


Flor de ir embora
É uma flor que se alimenta do que a gente chora
Rompe a terra decidida
Flor do meu desejo de correr o mundo afora
Flor de sentimento
Amadurecendo aos poucos a minha partida
Quando a flor abrir inteira
Muda a minha vida
Esperei o tempo certo
E lá vou eu
E lá vou eu
Flor de ir embora, eu vou
Agora esse mundo é meu

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dá-lhe Suplicy (texto)

Um dia depois de interromper um discurso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para questioná-lo sobre a crise na Casa, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi à tribuna nesta terça-feira (25) para pedir que o peemedebista renuncie ao cargo.

“O arquivamento [das ações contra Sarney] no Conselho de Ética não resolveu. Para voltarmos à normalidade, o melhor caminho é que sua excelência renuncie ao cargo do Senado”, disse Suplicy.

O petista disse que avisou Sarney que trataria do tema na tribuna do Senado. "Tendo avisado o presidente Sarney que ia discursar, venho a esta tribuna reitrerar que não vejo como o senador Sarney continue na presidência enquanto não explicar satisfatoriamente todos os fatos contidos nas representaçãoes perante o Conselho de Ética."

Suplicy recorreu à figura de um juiz de futebol para dar "cartão vermelho" a Sarney.

“O melhor passo para a saúde do Senado e do próprio Sarney é simbolizado neste cartão vermelho, que ele deixe a presidência do Senado permitindo que o Senado volte aos seus trabalhos normais”, disse.

O senador Almeida Lima (PMDB-SE) saiu em defesa de Sarney. "Estão enxovalhando a imagem do Senado Federal. O presidente Sarney foi julgado. E o julgamento foi pelo arquivamento das acusações", afirmou. “Nem se precisa se afastar da presidência, sem precisa de investigação. Isso é inteligência mediana.”

Esta tarde vi llover (música)


Esta tarde vi llover
Vi gente correr
Y no estabas tu.

La otra noche vi brillar
Un lucero azul
Y no estabas tu.

La otra tarde vi que un ave enamorada
Daba besos a su amor ilusionada..y no estabas.

Esta tarde vi llover
Vi gente correr
Y no estabas tu.

El otoño vi llegar
Al mar oi cantar
Y no estabas tu.

Yo no se cuanto me quieres
Si me extrañas o me engañas.

Solo se que vi llover
Vi gente correr
Y no estabas tu.

Yo no se cuanto me quieres
Si me extrañas o me engañas

Solo se que vi llover
Vi gente correr
Y no estabas tu.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sarney se irrita com cobrança de Suplicy sobre crise (texto)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ficou irritado com a intervenção de Eduardo Suplicy (PT-SP), e disse que o senador foi indelicado ao levantar o debate sobre a crise política no momento em que ele fazia uma homenagem ao escritor Euclides da Cunha: "Vossa Excelência feriu uma regra que eu acho que não é do seu feitio. Vossa excelência podia ter feito o seu discurso, como estava planejando fazer, mas este gesto que não é da personalidade de vossa excelência, a não ser que o senhor esteja tomado de uma paixão política que não é da sua personalidade", disse Sarney, que encerrou o discurso logo em seguida.
Suplicy cobrou esta tarde de Sarney explicações sobre o teor das representações movidas contra ele no Conselho de Ética, arquivadas na semana passada. "A situação no Senado não está tranquila, não está resolvida", afirmou, acrescentando que "as pessoas cobram maiores esclarecimentos sobre as representações apresentadas contra Sarney.
(foto de Ed Ferreira/AE)

sábado, 22 de agosto de 2009

Slow Music - Joyce (CD)

"A pausa é um momento importante da música. Sem silêncio, não existe som. Sem o claro-escuro, não se veem todas as nuances da cor. Sutileza gera sutileza". Palavras da Joyce como forma de explicar seu mais recente álbum, Slow Music.
O CD tem doze faixas, entre inéditas compostas pela cantora e releituras de obras de Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Marcos Valle e Johnny Alf, entre outros.
Em grande forma vocal, Joyce é acompanhada por um trio afiadíssimo: Hélio Alves no piano, Jorge Helder no baixo e o marido da artista, Tutty Moreno, na bateria.
A inspiração, conta a cantora, surgiu do manifesto Slow Food, do italiano Carlo Petrini, que prega a falta de pressa para se alimentar. Joyce aplicou a ideia à música.
Das composições, as melhores são as duas últimas faixas, "Sobras da Partilha" e "Valsa do Pequeno Amor".
Das releituras, Joyce recria as pérolas "Medo de Amar" (Vinícius de Moraes) e "Samba do Grande Amor" (Chico Buarque) com charme e graça ímpares. "Amor, Amor", bela composição de Sueli Costa e Cacaso gravada por Maria Bethânia nos anos 70, é outro ponto alto.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Para quê o Carrefour tem um "quartinho"?

O Carrefour afastou a empresa que fazia a segurança e prestava serviços em lojas da rede de supermercados após denúncia de que um homem negro foi agredido. O agressor seria um funcionário da empresa terceirizada.

Por meio de nota, o Carrefour informou que o gerente do supermercado também foi afastado. Assim que o caso veio à tona, o suposto agressor já havia sido demitido. O inquérito foi aberto no 5º Distrito Policial da cidade.

Nos próximos dias, o advogado da vítima, Dojival Vieira, pretende entrar com uma ação de indenização por danos morais contra o supermercado e o Estado. “Esse caso é emblemático e precisa ser punido com vigor para que outras situações de discriminação racial não venham a ocorrer.”

O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial e espera "o máximo rigor na apuração dos fatos".

Segundo ele, cinco homens, que não vestiam uniformes, o levaram até um quartinho onde o espancaram. “Eles falaram que eu ia roubar o EcoSport e a moto. Quando disse que o carro era meu, batiam mais.”

Quando três policiais militares chegaram ao local, Santana explicou que seus documentos estavam no carro. “Eles riam e diziam: ‘Sua cara não nega. Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia’.” De tanto insistir, foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir a documentação, os policiais foram embora. “Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender”, diz ele.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Transexual é marginal (texto)

Dois policiais que arrastaram uma transexual pelos cabelos durante a Parada Gay de Penedo, litoral norte de Alagoas, no último domingo (16/08), foram afastados da Polícia Militar (PM) e punidos com serviços administrativos no quartel. Serviço administrativo é punição?
Foram muito violentos! Não são pagos para agir dessa forma. A PM deve uma satisfação em relação a forma de agir dos 3 policiais.
As informações são do UOL Notícias. O caso chegou ao comando da PM após uma gravação cair na rede. No vídeo, os militares arrastam a vítima pelos cabelos e pelo chão e a jogam no asfalto por duas vezes antes de a levarem para a delegacia.
Os policiais justificaram a ação, alegando que a transexual estaria sem roupa, praticando atos obscenos e teria desacatado os militares. A PM abriu sindicância e disse que vai apurar a atuação dos militares no caso.
O coronel José Praxedes, comandante de Policiamento do Interior, criticou a ação dos policiais. "Verificamos que houve excessos. Não é esse o procedimento indicado para a condução de presos. Queremos dar uma resposta rápida à sociedade, pois um policial não tem direito de fazer o que ele fez", afirmou Praxedes em entrevista ao UOL Notícias.
O coordenador da Rede GLBT (Gays Lésbicas, Transexuais e Bissexuais) no Nordeste, Bizan Velô, declarou que levará o caso à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. "Foi uma situação arbitrária: agredir um cidadão, independente dele ser transexual, que estava em um evento dele. Ali era um espaço GLTB. Vamos acionar a Secretaria para ver a situação desse caso", disse.
Normalmente nada acontece...o caso fica esquecido...ninguém quer se envolver. Se o transexual estava agindo de forma inadequada a polícia tb agiu. Essa é uma prática da PM em todo Brasil, abuso de poder.
Quando não mata, é violenta.

Negro é ladrão (texto)

Um homem negro foi espancado por seguranças de uma loja do Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele foi confundido com um bandido enquanto esperava no estacionamento a família, que fazia compras. Como é que alguém que aguarda a família pode ser "confundido" com ladrão? Queria entender o por quê dessa confusão e tb o que motivou o engano? Será que o fato do homem ser negro tem alguma relação com essa dúvida?
A polícia abriu inquérito para apurar o caso e disse que não compactua com qualquer tipo de discriminação. Como assim não compactua? Sabemos, todos nós, que a polícia discrimina negros, homossexuais, moradores de rua. Apesar de ser paga para proteger.
Januário Alves Santana estava ao lado do carro cuidando da filha, de 2 anos, que dormia no banco de trás. Que atitude suspeita! Atenção, cuidar da filha que dorme no banco de trás do carro é uma atitude suspeita.
Segundo ele, um homem armado e sem uniforme se aproximou para tentar prendê-lo. Os dois lutaram até que outros seguranças apareceram. Santana tentou desfazer o mal entendido, mas disse que foi levado para um sala e espancado.
Ele levou socos na boca e teve o maxilar afetado. - "Tava roubando o carro aqui, rapaz ?"- disse o segurança pouco antes de dar um soco em Santana. Ele disse que as agressões só pararam quando um policial militar chegou. Mas, ele continuou sendo humilhado. - "Você tem cara de que tem passagem pela polícia. Conta para nós. No mínimo, umas três passagens você tem. A sua cara não nega 'negão' "- teria afirmado o policial.
Como é que alguém tem cara de que teve passagem pela polícia? Será que o policial agora tem formação higienista? Ou, talvez, esteva sendo assessorado por alguém médio? Ou, numa hipótese bem remota, o fato de Santana ser negro tem alguuma relação com tudo isso? Acho que já fiz essa mesma pergunta.
O Carrefour, por meio de um comunicado, informou que repudia qualquer forma de agressão e desrespeito, que vai colaborar com a polícia e espera que os responsáveis sejam rigorosamente punidos.
Santana disse que foi vítima de racismo e que pretende entrar com uma ação na Justiça. A mulher dele disse que está preocupada com o futuro dos filhos, que também são negros. - "Pode acontecer com eles também. Isso me dói. Acho que um negro não pode viver, não pode ter os seus bens conquistados pelo seu trabalho, seu suor. Isso me deixa muito ferida" - disse Maria dos Remédios.
A direção do supermercado afastou da função o segurança responsável pela agressão. Ele é funcionário de uma empresa terceirizada.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vizione del silenzio (música)

Visione del silenzio
Angolo vuoto
Pagina senza parole
Una lettera scritta sopra un visio
Di pietra e vapore
Amore
Inutile finestra
Visão do silêncio
Canto vazio
Página sem palavras
Uma carta escrita em uma visão
Pedra e vapor
Amor
Inútil janela

Caetano Veloso - /Obra Jane Grav Em Silencio Se Ouve, 

As voltas que o mundo dá (texto)

O mundo é grande, mas nossos passos são bem maiores do que ele, por isso, pessoas, situações, amigos, volta e meia, ressurgem em nossas vidas, ainda que a gente espere bem pouco disso. Ontem reencontrei um amigo por quem tenho muito carinho. Nos encontramos através da internet, mas foi o bastante para eu saber que ele continua especial. Ele é do Piauí e está se mudando para Brasília, me disse que queria dar uma chacoalhada na vida e está a caminho.
Nos conhecemos num carnaval em Florianópolis e, tão logo conversamos, descobrimos afinidades. Já nos encontramos no Rio numas férias de verão e agora, ele mais "perto", quem sabe esses encontros não serão mais frequentes?.
Aí fiquei com a música da Joyce na cabeça: "Revendo amigos" que é linda e que fala dos tempos que se vão, dos amigos que se vão, mas que estarão em algum lugar aqui dentro de nós.

Revendo amigos
Vontade de rever amigos
Os gestos de sempre, a risada em comum
Contando as histórias e os casos antigos
As músicas novas
Sem moda, sem tempo nenhum

Vontade de rever amigos
Dizer que estou solta na minha prisão
Gritar pras pessoas
Vem cá que eu tô viva
Me tira a tristeza de dentro
Do meu coração

Saber quem morreu
Perguntar quem chegou de viagem
Se foi porque quis
Explicar que o amor me pegou de mal jeito
Mas tudo somado acho que fui feliz

No entanto, cadê meus amigos
Vai ver que a poeira do tempo levou
A barra da vida tem muitos perigos
E a gente se afasta sem querer
Se esquece sem querer
Se perde dos velhos amigos

Se esquece e se perde dos velhos amigos
(Joyce)

O mundo é grande


O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.

sábado, 15 de agosto de 2009

Quase de volta para Casa (texto)

Amanhã estou de volta a Cascavel, Paraná, vou levando meu coração cheio de alegria de ter podido ficar por aqui, no Rio, esta semana. Feliz por ter ficado com Heloísa durante estes dias, de poder estar próximo para algumas consultas e exames, de poder ouvir música juntos, ver TV juntos, de poder cuidar um pouco dela. Sei que o trabalho maior, mais pesado, fica por conta do meu pai(drasto) porque é ele quem tem acompanhado diariamente todos os horários de remédios, as idas ao banheiro, os banhos, o almoço, o café da manhã, enfim, um dia completo na vida dela. Serei grato eternamente por tudo isso. E espero um dia poder retribuir toda essa dedicação.
Vou triste porque não sei das horas que estão por vir, porque tenho bastante trabalho no resto do mês e talvez só possa voltar em setembro. Vou torcendo para que eu possa voltar ainda algumas vezes.

Coração Vagabundo (documentário)

Gosto demais de Caetano Veloso, até de seus ataques contra algum comentário sobre ele. Quero dizer, então, que gosto tanto de ouvi-lo cantar quanto de sua maneira, às vezes polêmica, de enxergar o mundo. E olha que o cara fala sobre quase tudo.
Neste documentário do paulistano Fernando Grostein Andrade, além do compositor, do intérprete, do homem que fala (muito), conhecemos o Caetano na turnê do CD A Foreign Sound por São Paulo, Nova York, Tóquio, Osaka e Kyoto.
É tudo bom demais.
Até a Paula Lavigne. Não há o que dizer da trilha sonora...como sempre, impecável.
Filmado entre os anos de 2003 e 2005, o longa conta com participações do cineasta Michelangelo Antonioni, David Byrne, uma tímida participação de Regina Casé, Pedro Almodóvar e muitos elogios de Gisele Bündchen.
Eu destacaria o momento em que um monge diz a ele que ouve a música Coração Vagabundo muitas vezes por dia e a sua reação. Eu tb fiquei emocionado e, não que eu já não soubesse, ali vi a importância desse nosso músico no cenário mundial.
Vale pela música, pelo homem, por sua interpretação, pelos depoimentos. É de um super-bom astral. Eu vejo mais 3 vezes.

À deriva (filme)

Ontem depois de assistir ao filme Brüno e voltar pra casa achando que finalmente iria dormir, fui ao cinema com o meu melhor amigo, Juscelino, assistir ao filme À deriva do diretor Heitor Dhalia, com Vicent Cassel, Débora Bloch e Laura Neiva. Fiquei durante toda a projeção esperando que alguma coisa fosse acontecer, mas nada acontecia. Não sabia se era a visão de uma pré-adolescente sobre o mundo, se era a história de um escritor, se era a história de um casamento que em algum momento ia se romper. Fiquei à deriva do roteiro.
As filmagens foram feitas em Búzios, no Rio de Janeiro, e por isso a fotografia é sensacional. Cassel aprendeu português com uma amiga, Vanise, e por isso ele deu um show de língua portuguesa (rs), mas o filme, tsc tsc tsc...não voltaria para ver outra vez.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Brüno (filme)

Acabei de chegar do cinema. Assisti a Brüno. Ele é über fake. Ele não é Borat, mas, sejamos honestos, é quando o filme fica bem divertido. Brüno que ser famoso e faz de tudo (às avessas) para atingir o seu objetivo.
Depois que caiu em desgraça no mundinho fashion europeu, ele parte para Los Angeles, onde tenta ser uma celebridade a todo custo. Sua primeira mancada é um macacão todo no velcro e nem precisa dizer o que isso provocou num desfile de modas.
Tem piadas de todos os tipos, diga-se de passagem, humor negro. Com pastores que convertem homossexuais, com afros-americanos, com héretos num ring, com políticos, com modelos. Tiros para todos os lados. Confesso que fiquei em alguns momentos meio chocado, acho que aderi a onde do politicamente correto e não percebi.
De qualquer forma, vale à pena ver e rir um bocado.

Nome social deve ser respeitado (texto)

Em uma lista de professores da internet, com o título “professor público” um rapaz colocou a notícia de um pedido à Justiça, feito no Estado de Minas Gerais, para que travestis (ou qualquer outra pessoa em condição similar) possam ser tratados na escola pelos seus “nomes sociais”, e não pelos nomes de registro. A ideia é simples e justa: ninguém que é conhecido por “Valéria” quer ser chamado de “Francisco”, ninguém que é visto como “João” gosta de ser tratado por “Maria”.
O “nome social” é o nome adotado por uma pessoa, e deve ser respeitado. É como o caso do Presidente da República que, para não ser confundido na cédula, alterou seu nome, colocando o “Lula” no interior do “Luis Ignácio da Silva”. O Presidente fez isso de maneira legal. Mas, no caso de travestis e pessoas em condições similares, muitas vezes a possibilidade de trocar de nome não se faz presente, e a situação escolar já os constrange antes disso.
O triste da história foi ver que na mesma lista, uma pessoa que se autodenominou professor, avaliou o pedido à Justiça (ao qual me referi) como “pura sem-vergonhice”, afirmando que “homem tem que ser homem e mulher tem que ser mulher”.
Não perguntei para a tal pessoa o que era “ser homem” e o que era “ser mulher”, pois o que viria dela, tenho certeza, não seria útil para ninguém. No entanto, a forma com que tal pessoa se comportou, trazendo à tona um jargão que só ouço na boca de extremistas de direita (não raro, sempre querendo se passar por liberais), trouxe minha digitação para um campo que, agora, no mês de agosto, é um tema da mídia: dia dos pais.
O que tem a ver uma coisa com outra? Ah! Muito! Fruto da escola pública dos anos 50 que, enfim, chegou viva até meados dos anos 60, eu nunca passei pela experiência de olhar para o lado e, então, encontrar um coleguinha chamado Mário maquiado com o batom da Valquíria. Todavia, quem disse que isso não é a realidade de hoje? Tiramos a homossexualidade da condição de “doença”. Fizemos da preferência sexual e, junto com ela, a opção pela identidade social geral, uma questão de decisão individual. Chegamos, inclusive, a promover leis de proteção a tais opções, como extensão básica de direitos liberais em uma sociedade democrática. Temos caminhado duramente nisso tudo. Ao mesmo tempo, temos contado com o apoio de toda a plêiade de grupos que se encaixam no guarda-chuva do título das paradas do “Gay Proud”, no sentido de não deixar com que essa luta se torne algo vingativo e “sem espírito”. Assim, em termos apropriados, quando do tempo do filme “Filadélfia” tínhamos de nos conter e não usar a expressão “bicha louca”. Mas, já nos tempos em que estamos vivendo, o do “Breakfast in Pluto”, qualquer amigo homossexual com quem converso usa a expressão “bicha louca” sem achar ofensivo.
O movimento gay fez mais que outros movimentos sociais neste aspecto semântico: conseguiu vitórias sem precisar, com isso, vestir terno e gravata, perder o “espírito”. Nesse sentido, o movimento gay tem muito a ensinar ao movimento negro e ao movimento feminista, com certeza! O que tem a ensinar? Simples: é preciso ser inteligente, para tudo, e por isso mesmo, antes de qualquer decisão é necessário não deixar de lado a observação dos detalhes. Nem toda expressão é, por si mesma, pejorativa ou elogiosa. A língua se faz no contexto. Ela é contexto, nada além. Por isso, a questão do “nome social”, uma vez tendo estabelecido o contexto, é uma questão válida.
Ora, mas a questão desse nome social ser algo que foi pedido para ser adotado na escola trouxe aqui o meu tema, o da questão dos pais. Os gays não são gays adultos. O grande drama de quem tem identidade social de minoria não é confeccionado na vida adulta e sim quando essa identidade não se configurou plenamente. É nessa hora que o problema realmente é um problema. É nessa hora que o massacre da maioria atinge a minoria.
Caso nosso desejo seja o de viver na democracia, temos de entender que democracia não é o regime da vontade da maioria. A democracia é o regime das decisões da maioria e do respeito aos direitos básicos – de expressão, de ir e vir, de moradia, de identidade etc. – das minorias.
Então, é na hora do início da construção da identidade social de cada indivíduo que a situação é difícil – para todos nós. Ora, para quem vai assumir identidade de minoria, mais difícil ainda. Uma boa parte dos gays que conheço tentou alguma forma de suicídio na adolescência. Uma parte dos que levaram adiante isso, o fizeram já na idade adulta. O que determinou isso? Na maioria dos casos, a gota d’água foi a relação endurecida com o pai. No mês de agosto, em que comemoramos o Dia dos Pais, deveríamos de começar a pensar em uma revolução quanto ao que é ser pai ou não. O que é necessário para ser pai? Ser pai é, antes de tudo, ser alguém aberto ao cosmos. Para ser pai é fundamental ter a consciência de que não se é um deus. O que um pai mais deseja? A felicidade do filho? Não, infelizmente, os pais são poços de egoísmo disfarçados de boas intenções e de capas e capas de altruísmo.
O que os pais querem é plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, contanto que a árvore seja regada pelo filho, o livro seja a história de quanto o filho é a cara do pai e, por fim, que o filho seja tudo que o pai não foi, mas que gostaria de ter sido. Essa projeção mata a sociedade. A pessoa que quer ser pai deveria, antes de ter filhos, olhar para o espelho e falar: não sou deus, portanto, o que vier como filho, não poderá ser alterado por mim, e terei de não só aceitar, mas amar. Quem não está preparado para tal, não deve ter filhos.
Infelizmente, ninguém olha para esse espelho. Boa parte dos pais se modifica no decorrer dos anos. Aos poucos, vários percebem que o “Édipo” era um brincadeira séria do Freud, que o filho é uma pessoa singular, que precisa seguir um caminho único, dele próprio. Ninguém quer um filho no caminho do crime. Dizem alguns que nem mesmo os criminosos que se orgulham do crime querem isso. Mas, até nessa situação extrema, uma boa parte dos pais aprende a amar os filhos. Uma parte dos pais começa a perceber, às vezes tardiamente, que na diferença dos filhos, eles são muito iguais aos pais. O filho ou a filha “gay” não deveria ser amado ou amada “apesar de gay”. Está na hora de invertermos a seta e amarmos os filhos pelo desempenho social que eles prometem em favor de nossa utopia de uma sociedade em que seremos “versões melhores de nós mesmos”.
Veja, não estou pedindo amor incondicional. Estou pedindo bem menos! Sendo assim, imagino que na hora em que um filho ou filha se põe na defesa de sua identidade social, isso pode e deve ser um orgulho para o pai. O verdadeiro pai é aquele que consegue dar um passo além de sua própria pele semântica e, então, ver que seu filho, ao “sair do armário” e se redescrever como gay, antes de tudo, é uma pessoa de coragem.
Mesmo nos tempos atuais, uma pessoa assim ainda é uma pessoa de coragem – e muito! Pois, por mais que existam leis contra a homofobia, quando alguém se redescreve como gay e, então, põe no jogo social uma nova semântica em relação a si mesma, o que se está dizendo ao mundo é um recado filosófico: eu sou suficientemente inteligente e corajoso para abraçar a contingência. Nos termos de Nietzsche: eu sou aquele que vive o amor fati.
A noção de amor fati, em Nietzsche, está longe de ser a “resignação” de Max Weber. Amor fati é amor aos fatos, amor ao destino. Não se ama o destino aceitando-o. Não se ama os fatos tomando-os como pedras na cabeça atiradas por Saturno. O amor, neste caso, é o amor de poder viver e, então, passar pelas experiências que só os vivos passam. Uma vez gay, viver isso é uma experiência fantástica. Mas, é algo de coragem, pois se o desconhecido se abre: o que acontecerá comigo? Serei menosprezado? Terei dificuldades na escola e no emprego? E meu pai? Sim, são essas as questões que o adolescente enfrenta. Principalmente esta: e meu pai? Diferente de outro adolescente, que vai cumprir seu “Édipo” em “em CNPT”, o adolescente gay sabe, muito bem, que ele pode sucumbir. Ela sabe que poderá não suportar e, então, em dado momento, terminar como outros seus colegas, no suicídio. O pai deveria ser o primeiro a jamais deixar isso ocorrer.
O pai dá a vida através do espermatozóide, deveria, então, mantê-la. Não deveria tirá-la. Vi pais vindos da zona rural, completamente brutalizados pela vida, terem orgulho de seus filhos gays. Vi pais urbanos, escolarizados, colocar sob tortura e morte um filho gay. Está na hora de uma revolução na idéia de ser pai, para além da conversa de “pagar pensão”. Deveríamos, a partir deste agosto de 2009, ver o quanto temos a coragem de participar da revolução semântica de um filho nosso que adotou uma nova identidade social. Deveríamos começar a entender aquilo que Stan Lee tentou ensinar com “X Men”. Será que nem histórias em quadrinhos conseguimos entender? Será que sempre seremos pais pouco inteligentes – e covardes?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Globo x Record (texto)

É impressionante como a Rede Globo de Televisão está empenhada nas denúncias contra o Todo Poderoso (não estou falando de Deus) da Igreja Universal do Reino de Deus, pastor Edir Macedo. Templo é dinheiro!
20 minutos de Jornal Hoje e em todas as chamadas do Jornal Nacional. O negócio do Bispo deve ser sério mesmo!
Para quem ainda duvidava, primeira matéria na pauta do Jornal mais assistido da TV brasileira.
E pra mim que achava que já tinha visto tudo, acabo de assistir ao primeiro bloco inteirinho dedicado ao desvio de verba.

CascaNews (texto)

Extra! Extra! Gripe Suína reconfigura verbete de dicionário: "aglomeração" em Cascavel, Paraná, significa encontro de 2 ou mais pessoas. Casais devem manter distância de pelo menos 100m, filhos devem se mudar, independentemente, da idade. Tem criança de 2 meses se virando sozinha. A cidade parou: Mercado fechado, cinema nem pensar, consultas estão de alta, aulas? Imagine!, tudo parado em nome do porco.

Moscou (Documenfilme)

Eduardo Coutinho é figura única no cinema brasileiro. É mais do que um documentarista, como se isso fosse pouco. Seus longas, como "Cabra Marcado Para Morrer" (1984), "Santo Forte" (1999), "Edifício Master" (2002) e "Peões" (2004), nada mais são do que conversas ou, como diz o cineasta, pessoas contando histórias.
Em seu novo trabalho, "Moscou", Coutinho vai além nessa sua investigação e rompe qualquer linha que possa existir entre o real e o encenado. Trilha iniciada no seu trabalho anterior: Jogo de cena (2007).
Ele propôs ao grupo mineiro de teatro Galpão documentar o ensaio de uma peça de sua escolha, no caso "As Três Irmãs", clássico russo de Tchecov. O ensaio foi escolhido pela trupe: Enrique Diaz, com quem eles nunca haviam trabalhado.
O resultado que se vê na tela é formidável. O filme é uma investigação sobre a relação entre arte e realidade. Numa leitura mais profunda, busca explorar a importância da memória na vida do indivíduo.
Logo no começo do filme, numa de suas poucas intervenções, Coutinho deixa claro para os atores do Galpão e para o público do filme que o objetivo não é montar "As Três Irmãs", mas trabalhar o processo de montagem de uma peça que nunca será encenada.
É bom demais! É emocionante! O Galpão dá um show de palco, para não variar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estar em casa (texto)

Pronto, cheguei ao Rio e estar aqui perto da minha mãe, por mais que seja sofrido vê-la como está, sempre é muito bom. Já conversamos um pouco e fiz uma massagem em suas pernas, que estão muito inchadas. Ela não acerta mais o meu nome. Chega a ser engraçado. Hoje me disse: "meu amigo, meu amigo, vc é o único que se preocupa comigo." Eu ri, porque parece até que não sou seu filho. Eu respondi que ela estava enganada, com-ple-ta-men-te enganada, porque tem muita gente que anda se preocupando com ela. Falei da Fátima, da Cris, da Ju, da Roberta, da Feola, da Rosana, da Ruth, da Tânia, da Teresa, da Sandra, da Maria Lúcia, da Terezinha, da Isabel, da Rita, da Clarice, da Bea, da Valdeci, do Aquiles, da Juci, da Nanci, da Aline, da Sil, da Jacicarla, do Dias, da Érika, do Robson, da Vera, da Patrícia, do Wilson, da Vanise, de tanta gente falei.
Ela apenas me olhou sem acreditar muito no que eu dizia. Mais vontade de rir.

domingo, 9 de agosto de 2009

Ir Ao Rio (texto)

Não tenho nenhuma vontade de ir ao Rio. Vou porque preciso encarar o que anda acontecendo, mas vou sem nenhuma vontade. Sei que isso é horrível. Não queria ter esse sentimento. Mas é exatamento o que sinto. É uma luta ver a minha mãe. Por outro lado, sei tb que é importante que eu esteja por perto. Mas ando sem saber o que dizer e, pior, sem saber me comportar. É tudo triste demais. É tudo muito silencioso.
Fico apreensivo com a minha chegada e transtornado com a volta.
E eu que contava os dias para estar na cidade...ficava feliz com a possibilidade da minha chegada.
Mas essa cidade é outra.

sábado, 8 de agosto de 2009

Festa de aniversário (texto)

Hoje eu sonhei com a minha mãe. Não foi o pesadelo recorrente que me tem atormentando o sono nesses últimos meses. Sonhei que estávamos organizando a festa do meu aniversário. Eu era criança. Eu me via criança. Era como se eu estivesse vendo um filme em que eu participava: estávamos nós dois apenas nessa organização. Organizamos muitas festas de aniversário assim: apenas nós dois. Ela não sabia fazer bolo, e por isso, ele era comprado numa padaria perto de casa. Mas não cantamos parabéns, ficamos ali olhando um para o outro. Um olhar triste que não tinha a ver com festa.

Sintomas de gripe (texto)

Não estou me sentindo bem: acho que estou ficando gripado. Não sei se a preocupação com a H1N1 tem me feito achar que apresento alguns dos sintomas: cansaço, dores nas juntas, tosse e febre. Hoje no final da tarde já estava mal e ainda agora às 2h22min continuo meio estranho.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Duque arquiva e nós pagamos o Pato! (texto)

Todas as 11 Representações contra o Senador José Sarney foram rejeitadas pelo Presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), mas o pato somos nós todos!

O Conselho de Ética do Senado


Eu não entendo muito bem como funciona o Conselho de Ética do Senado. Por exemplo, como é que o senador indicado para presidir este conselho e avaliar, portanto, as Representações contra o Presidente da Casa pode ser, ao mesmo tempo, aliado do senador investigado e isso não ser antiético?
Não estou dizendo que a presidências de outras sindicâncias não tenham sido tb suspeitas, mas não seria falta de ética eu presidir uma comissão que investiga um amigo? Da mesma forma que seria falta de ética presidir uma comissão de um inimigo?

Duque (o da foto) alegou que as matérias não apresentavam evidências que justificassem a abertura de investigação contra Sarney e Renan. É claro que não se pode investigar com base em denuncismos. Não tenho dúvida sobre isso, porque, do contrário, não se faria outra coisa na Casa. No entando, fico aqui com meus botões, por que não investigar, já que, segundo o próprio presidente não há irregularidades, para que todas as dúvidas sejam dissipadas?

Na primeira decisão, o presidente do conselho rejeitou a denúncia apresentada pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que pedia investigação de Sarney por supostamente ter beneficiado a empresa de um neto que atuava no mercado de crédito consignado no Senado.
Duque argumentou que a denúncia se referia a episódio ocorrido em outra Legislatura e não tinha fundamentação compatível com a abertura de investigação. Em seguida, Duque rejeitou outra denúncia de Virgílio, que tratava da suposta responsabilidade de Sarney sobre irregularidades em um convênio de R$ 1,3 milhão da Petrobras com a Fundação Sarney, entidade criada pelo presidente do Senado.
O presidente do colegiado alegou que a denúncia se pautava em notícias publicadas nos jornais e, por isso, não atendia aos requisitos regimentais: "A denúncia não pode ser uma mera coletânea de matérias de jornais", relatou o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), que faz a leitura dos pareceres de Duque.
"Plantam-se matérias em jornais para ajuizar medidas judiciais. Se permitir esse tipo de procedimento, o poder Legislativo nada mais fará senão processar seus membros", afirmou.
A terceira denúncia rejeitada também dizia respeito à Fundação José Sarney. O presidente do Senado teria usado o cargo para facilitar a celebração de contratos entre a Petrobras e a Fundação. Sarney teria dito em um discurso no plenário que era presidente da honra da instituição, mas no estatuto da entidade constava como presidente vitalício.

Duque pediu para Gim Argello (PTB-DF) ler esta decisão. Neste caso, Duque destacou que os fatos são anteriores ao mandato e que por ser suspeita de crime comum deveriam ser analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
As outras duas representações – uma contra Sarney e outra contra Renan, apresentadas pelo PSOL – pediam a investigação da responsabilidade dos dois senadores sobre os 663 atos secretos do Senado. As matérias foram rejeitadas porque também tinham como base reportagens publicadas pela imprensa.

(Foto: Waldemir Rodrigues/Agência Senado).

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

KATYLENE.COM (texto)

Gosto muito de TV e não escondo isso de ninguém. Novela? Normalmente assisto a das 19h, porque, em geral, ela é divertida. Ontem um aluno esteve aqui para conversar sobre um trabalho e me disse que não assiste de jeito nenhum. Acho que ela acha que ver novela é coisa de iNgnorante. Paciência. Cada um acha o que pode, né não? Agora fofoca de TV, isso realmente me irrita demais, mas sei que tem gente que curte e muito. Tanto é que existem revistas, aos montes, falando sobre as celebritites.
Em todo caso, quando a fofoca tem um tom debochado eu curto. Tem um blog bem divertido sobre o mundo das estrelas: http://katylene.com/ e que vale à pena dar uma olhada para rir um pouco. Eu entro um pouquinho todos os dias e dou boas risadas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Campanha para desestabilizar-me" (texto)

Sarney diz que não vai deixar presidência do Senado, afirma tb que as denúncias são campanha para tentar desestabilizá-lo. Ele negou envolvimento com desvio de recursos e atos ilícitos, nesta quarta-feira (5) em pronunciamento no plenário da Casa.
Ele afirmou que continuará no cargo porque foi eleito para presidir a Casa e que nenhum senador poderá ordenar que saia.

“Permaneço pelo Senado, para que saiba que me fez presidente para cumprir meu mandato.”

Disse estar tomando todas as medidas administrativas necessárias para melhorar o funcionamento da Casa “Avaliei que as críticas que me fizeram eram só rescaldo da eleição, mas eram mais profundas, faziam parte de um projeto político e de uma campanha para desestabilizar-me”, disse Sarney.

“Hoje não se fala mais em crise administrativa do Senado, ela sumiu. Toda a mídia e alguns senadores a atribuem a mim. Não dizem o que fiz de errado ou porque devo receber punição”, disse Sarney.

Ele destacou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas disse que seu maior compromisso é com a Casa. “Tenho posição política de apoio ao presidente Lula. Meu dever é para com o Senado."

Sarney destacou ter sido sempre um homem “pacífico” e elencou fatos de sua biografia. Ele mencionou seu protesto contra a cassação de deputados durante a ditadura militar e contra o Ato Institucional 5 (AI-5), que restringiu liberdades.

Sobre as acusações feitas contra ele no Conselho de Ética, Sarney destacou que todas são baseadas em "denúncias de jornal". Ele nega que qualquer uma delas comprove fato ilícito.

“Nunca meu nome foi envolvido em qualquer escândalo. Agora as acusações que me foram feitas nas diversas representações ao Conselho de Ética nenhuma coisa se refere a dinheiro ou atos ilícitos ou coisas com dinheiro público. São coisas que nao representam nenhum desvio ético. São coisas menores, que podem ser jogadas e manipuladas.”
O plenário está completamente ocupado pelos senadores. Os senadores acompanham atentamente, em silêncio, cada palavra de Sarney. Nos telões espalhados pelo Senado, servidores e visitantes do Congresso formam rodas para ouvir o discurso do presidente da Casa.

Atos secretos:
Sobre os atos secretos, o presidente do Senado negou ter responsabilidade direta pela não publicação e apresentou uma planilha com os números detalhados sobre os boletins secretos em cada presidência. "Ninguém aqui sabia ou podia pensar que aqui existia ato secreto", disse.

De acordo com o levantamento de Sarney, na administração Renan Calheiros (PMDB-AL) foram editados 229 boletins não publicados. Sob a presidência de Garibaldi Alves (PMDB-RN) foram 106 boletins que não ganharam publicidade. Sarney é o terceiro da lista, com 34 boletins não publicados, somando suas duas gestões anteriores. Na sequência aparecem Ramez Tebet (19), Antonio Carlos Magalhães (11), Tião Viana (9) e Edison Lobão (3).

Parentes:
Ele afirmou ainda nunca ter contratado nenhum parente para sua assessoria e procurou rebater todas as denúncias sobre seus parentes no Senado. “Nunca chamei parentes para minha assessoria”.

Ele admitiu apenas a contratação de uma sobrinha que atuou no gabinete de Delcídio Amaral (PT-MS). Sarney justificou dizendo que o marido de sua sobrinha tinha sido transferida para o Mato Grosso do Sul. Sobre o neto acusado de usar o prestígio da família para intermediar contratos de crédito consignado com a Casa, Sarney negou a acusação. Ele apresentou um ofício do diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, dizendo que o neto do presidente do Senado nunca foi funcionário da Casa nem negociou qualquer contrato com a Casa.
Em relação à Fundação José Sarney, o presidente do Senado apresentou documentos mostrando ter delegado as tarefas administrativas a terceira. Ele nega participação em qualquer suposta irregularidade que possa ter sido cometida.
O presidente da Casa criticou também a divulgação de gravações que mostraram sua interferência na contratação do suposto namorado da sua neta, que foi nomeado por ato secreto. “É uma ilegalidade, uma brutalidade, que hoje é comigo e amanhã pode ser com qualquer um dos senhores senadores”.
Ele destaca que não há qualquer declaração na gravação de que o ato seria secreto, mas admite que atendeu ao pedido da neta de arranjar emprego para o suposto namorado. “Não há nelas qualquer palavra minha de nomeação por ato secreto. Claro que não existe pedido de uma neta que, se pudermos ajudar legalmente, deixaríamos de ajudá-la”. Gravação e documentos Sarney afirmou ainda ter sido fraudada uma outra gravação que mostraria o empreiteiro Zuleido Veras, acusado de envolvimento em irrgularidades em licitações de obras públicas, dizendo que iria para a casa do presidente do Senado. Ele apresentou um laudo do perito Ricardo Molina dizendo que foi incluída a palavra “Sarney” no meio de uma frase e que a voz não seria de Veras.
Acusou ainda jornalistas de terem roubado documentos de um agricultor para quem vendeu uma fazenda. Negou também qualquer irregularidade neste negócio.

Assim, com estes métodos, não está se desejando melhorar, nem se pensando no Senado. Estão em uma campanha pessoal contra mim”, disse Sarney.

No encerramento do seu pronunciamento, fez um apelo aos opositores para que a “paz” seja restaurada na Casa. “Que a paz seja restaurada nesta Casa, que o ódio e a paixão política não nos faça perder a razão”.

Para concluir, Sarney pediu um "julgamento justo". “Este cargo não me acrescenta nada, se não agruras, injustiças, decepção e trabalho, mas minha certeza é que nada fiz de errado e minha crença que as senhoras e os senhores são justos e que a convivência faz conhecer uns aos outros e me faz ter a certeza de que serei julgado com justiça.”

terça-feira, 4 de agosto de 2009

ERA UMA VEZ (texto)

SARNEY ESTÁ APOSTANDO NO CANSAÇO! ELES (A SUA QUADRILHA - REFIRO-ME A QUADRA DE ALIADOS) ESTÃO ESPERANDO APENAS QUE A IMPRENSA SE CANSE, QUE A OPINIÃO PÚBLICA (SE É QUE EXISTE) TB SE CANSE E PRONTO. ERA UMA VEZ...

Espelho, espelho meu (texto)

O presidente Luiz Inácio Lula a Silva se reuniu na noite desta terça-feira (4) com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para tratar da crise do Senado. Temer, que também é presidente licenciado do PMDB, disse que a conversa serviu para tratar de temas relacionados à Câmara e ao Senado. O encontro não estava na agenda de Lula.
“A cada 30 dias o presidente me chama para nós conversarmos sobre questões relacionadas ao Congresso e à política. Conversamos também sobre a crise do Senado”, disse o peemedebista ao sair do encontro.
Segundo Temer, Sarney não vai renunciar à presidência do Senado. “[Ele] não renuncia.” O presidente da Câmara disse que o presidente Lula voltou a defender que o Senado resolva a crise com suas próprias forças. “O presidente continua muito empenhado no sentido de que o Senado resolva a questão por conta própria. Evidente que demonstrou todo apreço pelo presidente Sarney”, afirmou. Antes de Temer, Lula também teve uma reunião fora da agenda com o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Collor saiu da reunião sem dar declarações.
Ao chegar no Senado, Collor seguiu diretamente para o gabinete do líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nenhum dos dois deu declarações à imprensa.
Na segunda-feira (3), Collor e Calheiros protagonizaram um bate-boca com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pedia a renúncia de Sarney, seu colega de partido. Nesta terça, Simon pediu esclarecimentos à Mesa Diretora do Senado sobre o comportamento de Collor.
Nos últimos dias, Lula e integrantes de seu gabinete pessoal tem intensificado os contatos com senadores da base aliada para tentar encontrar uma solução para a crise no Senado. Na segunda-feira, o chefe de gabinete do presidente se reuniu com o líder do PT no Senado, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), e a líder do governo no Congresso, senador Ideli Salvatti (PT-SC).
Nesta terça, Mercadante afirmou que o PT continua defendendo a licença de Sarney da presidência do Senado, mas disse que não tem compromisso com a iniciativa dos partidos que se opõem à Sarney de pedir a renúncia do senador. "Não tenho compromisso com essa iniciativa. A posição do PSDB não é de licença, é de renúncia, manifestada em plenário", disse Mercadante por meio de sua assessoria.


Gripe Sarney (texto)

Um grupo de manifestantes usando máscaras ocupou as galerias do plenário nesta terça-feira (4) para pedir a renúncia do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). A sessão chegou a ser suspensa por cinco minutos, até que a situação foi controlada.
Os seguranças agiram com rapidez, confiscaram uma faixa que dizia 'Fora, Sarney!' e retiraram os manifestantes do plenário. Sarney chegou 15 minutos depois da saída dos manifestantes .

SEM NADO (e não estou falando do Cielo) (texto)

Deu na Globo.com: O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira (4) já ter tomado uma decisão sobre as acusações contra José Sarney (PMDB-AP). “Já está tudo decidido, está apenas em segredo. (...) Eu estou cumprindo um dever cívico, sem medo de nada. Estou preparado para tudo”, disse.
Cabe a Duque decidir pelo arquivamento imediato dos pedidos de investigação contra Sarney ou pela nomeação de um relator para analisá-los. Ele deverá anunciar sua decisão na reunião desta quarta-feira (5) do colegiado. O Conselho de Ética tem 11 pedidos de investigação contra o presidente da Casa.
Duque minimizou o poder que tem sobre o destino de Sarney. Ele destacou que caberá recurso ao plenário do Conselho qualquer que seja sua decisão. “Se eu arquivar ou não isso não será definitivo porque cabe recurso”.
Ele negou que tenha recebido qualquer pressão para tomar sua posição. Duque foi indicado para o cargo de presidente do conselho pelo grupo do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ALIADO de Sarney.
Na segunda-feira, Renan chegou a bater boca em plenário com o senador Pedro Simon (PMDB-RS) quando este pedia a saída do presidente da Casa da função. Assessores de Sarney anunciaram no fim da manhã que ele faria um pronunciamento ainda nesta terça-feira. Mas acabou sendo adiado para a quarta, mesmo dia da reunião do Conselho de Ética.

Simpatia é quase amor (texto)

É interessante como descobrimos num encontro com um desconhecido uma simpatia sem explicação. Hoje, no final da tarde, um senhor venho até a minha casa para um orçamento (preciso de uma tomada para um aparelho de ar-condicionado). Ele tinha um sorriso tão contagiante, uma simpatia tranbordante, uma honestidade nos olhos que me encantaram. Ficamos conversando durante o tempo dele medir o meu apartamento para saber a quantidade de fios que iria usar nessa instalação, foi tempo suficiente para saber que não se precisa muito para amizade.
Gosto de gente com sorriso aberto! Com brilho nos olhos. Porque isso é afinidade.

domingo, 2 de agosto de 2009

Dentro e fora (texto)

Porque buscamos sempre do lado de fora Deus, Verdade, Tranquilidade, Felicidade, não os escontramos.

A internet como forte aliada dos jornais (texto)

Deu hoje na Folha de São Paulo: a internet está a serviço do jornalismo e não o contrário, como se tem lido e falado pelos quatro cantos. Segundo Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha, os jornais americanos estão criando instrumentos para reforçar seus vínculos com os leitores.
O New York Times, por exemplo, tem novas ferramentas (linguagem já emprestada desse mundo, digamos, virtual) que, entre outras utilidades, são capazes de aumentar o controle social sobre as autoridades. Uma delas se chama "Represent." Com ela o leitor acompanha interativamente as atividades de seus representantes nos diversos níveis de governo.
O jornal coloca à disposição informações factuais e reportagens sobre cada político, seus votos, discursos, e permite o leitor comentar através da mensagens escritas.

Dou, não dou (música)


Você me faz sofrer e diz que chorar
Não faz mal a ninguém
Eu quero ver meu bem
Quando você vai querer crescer
Não vê que além de ti
Não existirá no mundo mais ninguém
Também se mais houver é loucura
Refaça e diga que me quer namorar
Criatura do céu
E a gente faz amor quando tiver que acontecer
Se eu te desejo logo posso esperar
Que um dia vou ver
A fera ronronar com doçura
Aí quem sabe a gente emenda
Aí quem sabe a gente vá

Depois da explosão,
do vem meu bem
Dou não dou
Se apaixonar
O tempo passa o amor aumenta
E tudo passa a ser demais
E a sensação de conviver com a dor cai

sábado, 1 de agosto de 2009

Era uma vez (texto)

Já faz muito tempo que queria recontar a história dessas minhas fotos. Recontar é mais divertido que lembrar.
Não tenho nenhuma foto de quanto eu era um bebê. Meus pais estavam se separando e, é claro, não tinham cabeça para pensar em fotografias.
A foto mais antiga que tenho é esta primeira aí
. Eu tinha 3 anos e estava na praia com a minha mãe.
Ele me disse que era para ficar ali parado para uma foto e eu, sempre envergonhado, fiquei nessa pose de soldado. Sentido!
Lembro-me muito dessa sunga de praia: preta e branca. Não me lembrava dessas pernas tortas.
Nesta aqui, à direita, eu só fiquei quieto porque o fotógrafo me deu esse gatinho de plástico para segurar. E ri porque ele mandou que eu olhasse o passarinho. Eu estava bem mal-humorado neste dia e fiquei ainda mais porque a minha mãe me obrigou, praticamente, a tomar banho (que eu odiava) e trocar de roupa para fazer algumas fotos.
Esta outra aqui à esquerda (na qual estou sem camisa) foi tirada em frente a nossa casa, no Rio. Tínhamos este short até pouco tempo atrás. O cinto era costurado nele. E ele era salmão. Praticamente um gordo.
Nesta outra, carnaval, naturalmente. Ou alguém pensa que no Rio de Janeiro andava-se dessa maneira? Não sei de onde minha mãe tirou a ideia de colocar esses colares dourados no meu pescoço. Todo ano eu batia cartão nos bailes infantis vestido de índio.
Mais por conta dos cabelos pretos e lisos do que por vontade. Eu adovava o carnaval! Minha mãe tb gostava muito de estar ali comigo (eu acho).
Nesta última aqui, eu e o filhote do cachorro dos meus avós. Gostava muito de cachorro, mas o que eu mais gosto nessa foto é o conga azul marinho. Eu estava sentado numa mureta na varanta e a foto foi tirada por um dos meus tios (irmãos de minha mãe).
Acho que era um momento de paz que eu proporcionava. Ficar ali sentando esperando o click da máquina fotográfica. O nome do cachorro era Boock. Um vira-lata que eu não deixava em paz enquanto eu estivesse nos meus avós.

CERTAS COISAS (música)

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...