quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

31 de Dezembro (texto)

Ainda que saibamos que o ano novo é um continuum, que a vida não recomeça, ou que começa do zero, o dia 31 é um dia especial porque cheio de esperança de melhores tempos, porque cheio de nas novidades que estão por vir, porque cheio de bons pensamentos e de desejos para o outro. Por isso, um dia especial para todos nós, cheinho de esperança acompanhada de muita sorte e realizações.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Da Série Contos Mínimos (texto)

Ela limpava casas, mas o seu trabalho mesmo era acalmar os corações, lavar almas, secar lágrimas, espanar as tristezas, passar o tempo sofrido e o entregar novinho em folha. Tudo pronto, partia para nova empreitada.

Quando cheguei ao Rio (texto)

Fui chegando aqui no Rio com flores, amarelas, porque a casa precisava de um pouco de alegria. Flores são alegres, sobretudo as amarelas.

Ainda os reencontros (textos)

Continuo, então, escrevendo e mostrando os amigos de tantos anos. Em Curitiba almoçamos juntos na Yumi, depois jantei no Márcio (ando um filão...). Tudo dão delicioso!!!
No sentindo horário: Sil e Rogério; Silvia e Yumi: eu, Fábio e Márcio.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Encontros (texto)

Final do ano temos finalmente (desculpem o trocadilho) tempo para reencontrar os amigos, né? Este ano não foi diferente. Desde que saí de Cascavel, de férias, estou reencontrando os grandes amigos que foram ficando, no decorrer do ano (especialmente neste), pelos subúrbios do coração: ou nos possíveis encontros virtuais ou nos quase impossíveis telefonemas (dos quais não sou nada fã) .
Aí fico pensando, quando estou junto de toda essa gente que me é tão cara, como é que tenho a coragem de escolher quase sempre o trabalho?! Não é escolha, é condição. Tudo bem, já me redimi.
Hoje foi mais uma noite especial, jantei com 2 amigas especiais: Zaíra e Nanci (acima) - esta vejo sempre, mas nunca é demais!) Rimos muitos, matamos um pouquinho a saudade que se acumulou, limpamos as teias, espanamos as poeiras.
Eu e Silvia (à esquerda); Rogério e Sandro (abaixo)

Primeiro Casamento Gay da América Latina (texto)

Ontem, dia 28 de dezembro de 2009, casaram-se, na cidade argentina de Ushuaia, Alex Freyre e José Maria Di Bello. Poderia ser uma noticiazinha de nada, uma daquelas notas de coluna social, mas não é. É história!
O Casamento foi registrado no cartório civil da cidade, capital da província da Terra do Fogo, no extremo sul do país.
A decisão foi baseada na igualdade jurídica garantida pela Constituição e na autorização prévia da união por uma juíza de Buenos Aires.
É importante lembrar que a Argentina foi o primeiro país da região a aprovar uniões civis de gays, em 2002.

A Importância da Cidade da Música - (in)coerência da Mídia (texto)

A imprensa é mesmo um lugar estranho para se querer encontrar coerência (ou talvez seja essa a coerência da mídia).
Estou aqui com O Globo nas mãos, o Segundo Caderno, meia página de um texto sobre a reforma do Tetro Municipal (aqui no Rio de Janeiro). Primeiro, o texto fica estacionado quase que totalmente nos espetáculos que não acontecerem aqui por conta das obras no teatro ou na precariedade das outras salas (alternativas para essa temporada de atraso na conclusão da reforma); depois, ressalta a importância da Cidade da Música, projeto do ex-prefeito da cidade, César Maia, não concluído no período previsto (na verdade, ainda em construção).
Mas o que me chamou a atenção não foi nem uma coisa e nem outra, mas a posição do jornal em torno da "importância" desse projeto.
Li nas páginas desse jornal durante os anos do ex-prefeito críticas de toda ordem em relação à Cidade da Música. Vi de tudo, desde o desvio de verbas até a inutilidade do projeto, a localização (distante do Centro), o grande elefante branco do Rio etc. e agora ressalta-se que seria, se estivesse pronta, a alternativa para o Grande Teatro em obras. Tem até uma observação quanto à frequência, ainda que longe do Centro, "os cariocas teriam que começar a criar o hábito de frequentá-la."

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Julie & Julia (Filme)

Acabamos de assistir (Nanci e eu) ao filme Julie & Julia. Ele intercala a vida de duas mulheres que, separadas pelo tempo e pelo espaço, querem realizar algo para dar sentido àquela vida de todo dia.
Algo pra olhar, se orgulhar e ficar feliz .... até descobrirem que com a combinação certa de paixão, coragem e manteiga, tudo é possível.
A história real de Julie Powell (Amy Adams) que decide cozinhar, em um ano, as 524 receitas da renomada cozinheira Julia Child (Meryl Streep), do livro Mastering the Art of French Cooking (1961), e narrar suas experiências em um blog.
Supostamente, Julie e Julia colocaria a comida como a terceira personagem, mas há muito mais entre temperos, panelas e bon appétit.
Julia Child foi uma personalidade única na televisão norte-americana. Com 1,88 m e dona de uma voz parecida com a de um peru cantante, trouxe a culinária francesa para a mesa dos cozinheiros e cozinheiras ao lançar o livro e, posteriormente, com mais de uma dezena de programas de TV.
O filme é divertido, a trilha sonora é muito boa, as atrizes dão um show. Vale à pena ver outra vez. Ah, eu fiquei com vontade de aprender a cozinha e a Nanci de comer.

Os óculos do Drummond (texto)

A partir desta segunda-feira (28), a estátua de bronze do escritor Carlos Drummond de Andrade passa a ser monitorada 24 horas por câmeras da CET-Rio. O objetivo é tentar impedir ou ao menos flagrar atos de vandalismo que se tornaram recorrentes.
A escultura, que também ganhou óculos novos nesta segunda-feira, foi alvo de vândalos oito vezes desde 2007. Da última vez, além dos óculos, o braço direito foi danificado e está com uma rachadura, uma possível indicação de que alguém tentou arrancá-lo.
Em 2008, a estátua foi adotada por um fabricante das lentes para óculos, que pagou pelo conserto e pela instalação das câmeras de segurança. A escultura ganhou ainda duas placas de identificação, com informações sobre a vida do poeta e a empresa responsável pela adoção.
A reposição dos óculos custa R$ 3 mil em gastos com material e mão-de-obra. Na última vez que foi furtado, o acessório de bronze foi fixado com um pino e soldado na estátua.
Esses óculos vandalizados não têm nenhum valor monetário, até porque eles, quase que de forma geral, são apenas arrancados, quebrados e os pedaços ficam por ali mesmo no Posto 6 perto da estátua do poeta.
Uma pena que a gente ainda precise educar as pessoas para que elas entendam que o patrimônio é nosso. É para enfeitar a cidade e homenagear um dos nossos maiores poetas.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dormir (texto)

Dormir é o melhor do início das férias. Na verdade, dormir é bom sempre.
Este ano trabalhei muito. Tudo culpa do João (A Greice, a Helenita e a Cida tb têm culpa no cartório). Pensei, muitas vezes, que não daria conta do recado.
Alguns dias achei que minha cabeça ia explodir. O corpo estava jogado fora. E o trabalho não parava de chegar.
É claro que tb tive bons momentos, durante este ano de trabalho. Primeiro, a certeza de que trabalhar em equipe é muito bom (Rodrigo é um excelente companheiro e a tranquilidade do João sempre vinha em boa hora). Depois, que mesmo na tensão a gente ri.
No colegiado, tanto do mestrado quando da graduação, a equipe tb funcionou muito bem. A equipe de lingua portuguesa sempre está pronta pra tudo. Até para ouvir as reclamações pessoais.
Mas este ano trabalhei com o pessoal de inglês e espanhol com maior aproximação e o resultado não foi diferente.
Por tudo isso, mereço mesmo dormir muito. Até tarde. Dormir depois do almoço. E ir para cama cedo. Dormir andando e dormir no cinema, enfim, dormir até o corpo descansar.

Pequenos objetos - Parte II (texto)

Ainda nos meus pais, continuei mexendo agora nas minhas coisas, numa caixa de cartas antigas (nela foram guardadas cartas desde os meus tempos de criança.) Uma volta no tempo: cartões enviados à minha mãe, cartas dos amigos do ensino médio, ex-alunos, gente que eu nem faço ideia de quem seja, mas que fez parte da minha vida num momento.
Li cartas e cartões tão lindos. Cartas de amigos que estavam longe e outras de amigos que moravam tão perto, mas que por algum motivo, nos correspondíamos: uma saudade muito grande dessas pessoas que foram importantes num momento de minha vida.
Amigos da escola, do bairro, da universidade, amigos que se mudaram para outros estados ou países.
Encontrei por lá cartas de Robson, Cátia, Nanci (muitas), Wilson (muitas), Elpy, Fátima, Rômulo, Rosilda, Márcia Crepaldi, Gracinha, Ana Carla, Ana Maria, Luciana, Lucimara, Lúcia entre tantos outros.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Pequenos objetos (texto)

Estive na casa dos meus pais, primeira vez depois da morte de minha mãe. Foi muito grande a emoção de estar por lá e não encontrá-la. Estranho demais o que senti. Meu padrasto foi me encontrar no portão com os olhos cheios de lágrimas. Eu me segurei até onde foi possível. Mas ao mexer nos seus objetos pessoais, nas nossas fotografias, nas cartas recebidas e enviadas, nos cartões de natal que lhe enviei, nos bilhetes que guardei com brincadeiras ou lembranças para um de nossos dias, nas suas cartas de tarô, nos anéis, cordões, não deu para não me emocionar.
Nunca comemorávamos o natal com ceia, com a família reunida ou coisa parecida. Mas jantávamos juntos na véspera do natal e o almoço no dia 25 de dezembro era quase sagrado. Almoçamos apenas nós dois.
Muitas lembranças. Muita saudade. Mas a certeza de que ela agora está melhor do que estava. Sem sofrimento. E a gente vai levando...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Bibloteca Digital Mundial

O endereço estava no blog de um amigo (Pensamentos Negros) e aí, é claro, fiquei curioso e entrei para ver o material disponível. Incrível! Vale à pena entrar e explorar. Primeiro por continente, depois por países. Tem muito material interessante e impostante.
É é para todos nós!!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Da Série Contos Mínimos (texto)

Descobriu numa velha agenda antigos amigos, lembranças, datas comemoradas, nomes esquecidos. A sensação de que o tempo passou, saudades, números nunca discados. A velha agenda contou-me como éramos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Receita de ano novo (Poesia)



Receita de ano novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Sou organizado do meu jeito (texto)

Organização não tem meio termo (ou tem?). Não se pode, pelo menos do meu ponto de vista, ser mais ou menos organizado. Ou vc é ou vc não é. Essa história de que se é de um jeito particular organizado, soa estranho. Acabei de ouvir de um grande amigo aqui em Curitiba que: "Sou organizado do meu jeito, se eu coloco o meu colírio, por exemplo, em um lugar sei que vou encontrá-lo naquele lugar."
Fiquei pensando ... como é que alguém pode achar que colocar um colírio, por exemplo, sobre o fogão e encontrá-lo quando o procurar pode ser considerado uma pessoa organizada. Lugar de colírio, por exemplo, não é, definitivamente, sobre o fogão. Ou é?
Sou organizado quase beirando o transtorno obsessivo compulsivo (mais conhecido como TOC) e fico mais impaciente se procuro alguma coisa e perco mais de cinco minutos nessa busca. É claro que isso é um sofrimento tanto para quem é assim quanto para quem precisa conviver com quem se comporta daquele jeito.
Não consigo sair de casa se a cama não estiver arrumada, se tiver louça na pia. Não consigo estudar se o escritório não estiver arrumado, se os livros estiverem fora do lugar ou se eu souber que a área de serviço está desorganizada. Obsessão pura.
Já tentei até psicanalista, mas acho que é mais grave e preciso de um psiquiatra, ou internação. O fato é que gente mais ou menos organizada ... não existe.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Beijo Bandido (CD - Ney Matogrosso)

Regravações se justificam num CD quando o artista acrescenta à música informação, do contrário pra quê cantar o mesmo? Mas estou falando de Ney Matogrosso. Beijo Bandido o mais recente CD do cantor está repleto de regravaões que se justificam.
Estou aqui escrevendo ao som de Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto), para quem não se lembra é aquela com uma rima improvável e única na MPB "o peixe é pro fundo das redes/segredo pra quatro paredes".
É tudo muito bom! Além do excelente repertório regravado, tais como Tango pra Tereza, Nada por mim, Segredo, A bela e a fera, Doce de coco, Mulher sem razão, À distância, entre tantas outras, o CD tem tb inéditas compostas por Vitor Ramil e Luis Bonfá.
O encarte é um presente à parte: fotos lindas e bem cuidadas. Todo no prateado. E, ainda que não tenha nada a ver com as interpretações e nem com a qualidade do trabalho, o cantor continua em forma.

Da Série Contos Mínimos (texto)

Enquanto eu andava pela rua pensando na vida, eles apareceram. Eram muitos. Mal pude notá-los e pouco pude fazer. Dentes, dedo, costelas quebradas. Dores por todo corpo. Eles se divertiam.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Bash Backs (texto)

Um movimento surge nos EUA, os Bash Backs (algo como Bater de Volta), como uma forma de revidar a violência que a comunidade GLBT diariamente é obrigada a enfrentar. O grupo afirma que, basicamente, luta pela liberdade como resposta à homofobia e combatem duramente o que chamam de "sistema binário de gênero", o que, segundo eles, é responsável por classificar as pessoas como "machos ou fêmeas".
Pregam o sexo livre, a pornografia e o enfrentamento como forma de refúgio (necessário) para a violência a qual estão submetidos (por fugirem aos padrões "binários" de gênero).
Ah, tb são contra ao casamento gay. Para eles é só mais uma forma de heteronormatização que precisa ser combatida.
Lutam ainda contra o militarismo, o capitalismo, o imperialismo e contra tudo o que for contra a liberdade total e completa.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Verônica (filme)

Acabei de assistir, no Canal Brasil, ao filme Verônica com Andréia Beltrão. Quando em cartaz nos cinemas, não consegui assisti-lo. Aqui em Cascavel sequer chegou às salas de exibição.
Verônica é professora da rede municipal de ensino há vinte anos. Um dia, na escola em que trabalha, ela percebe que ninguém veio buscar Leandro, um aluno de oito anos. Já é tarde da noite quando decide levá-lo em casa. Ao chegar no alto do morro, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais do menino e querem matá-lo também.Verônica foge com o garoto. Ela procura ajuda e descobre que a policia também está ligada ao assassinato dos pais da criança. Sem poder confiar em ninguém, ela decide escondê-lo. Assim, Verônica é obrigada a enfrentar policiais e traficantes para sobreviver. E enquanto procura uma maneira de escapar com o menino, redescobre sentimentos que estavam adormecidos na sua vida solitária e difícil.
Andréia Beltrão, como sempre, impecável. É impressionante como ela encarna um personagem. Não há dúvida de que ela realmente seja essa professora da rede municipal do Rio de Janeiro enfrentando os dessabores da cidade dominada pelo crime organizado.
A direção é de Maurício Farias. O filme é do início de 2009. Praticamente recente. Já deve estar disponível em DVD. Vale à pena ver e conferir um grande roteiro e boas atuações.

3 computadores e nenhum presta (texto)

Já postei aqui, não faz muito tempo, sobre esse martírio (exagero...) digital pelo qual estou passando: 3 computadores que não valem 1. Entram e saem dos cuidados técnicos, funcionam por um tempo e depois, simplesmente, param. Estou outra vez sem poder escrever.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Da Série Contos Mínimos (texto)

Ela era do tipo que escrevia cartas anônimas: a dissimulação em pessoa. E sabia que eu sabia quem ela era. Tratava-me bem, quero dizer, como os dissimulados se comportam. Cumprimentos, olhares de lado, comentários. Sua vida era medíocre.

Elas cantam Roberto Carlos (texto)

O DVD Elas Cantam Roberto Carlos é composto por 22 músicas. Tem de tudo. É bastante representativo em se tratando da carreira do compositor/cantor (na verdade dos compositores, porque muito pouco, neste DVD, não é da dupla Roberto e Erasmo - pra ser exato, são 5 músicas, dessas 22, que não são da dupla). Além das letras incríveis, superbemcasadas com as respectivas músicas, são interpretadas por grandes cantoras.
Eu podia, inclusive, escrever aqui sobre as ausências (Gal, Bethania entre tantas outras excelentes cantoras brasileiras), no entanto, acho mais conveniente escrever sobre as presenças. Destacaria, entre as intérpretes, em ordem de apresentação no DVD, Hebe Camargo (Você não sabe), Zizi Possi (Proposta), Alcione (Sua estupidez), Fernanda Abreu (Todos estão surdos), Paula Toller (As curvas da Estrada de Santos), Marília Pêra (120, 150, 200 km por hora), Adriana Calcanhotto (Do fundo do meu coração), Nana Caymmi (Não se esqueça de mim) em interpretações impecáveis.
É um DVD para quem gosta de música e gosta de ouvir boas vozes femininas em excelentes performances. Já estou na terceira audição.

Contagem progressiva (texto)

A cada dia mais um dia. Hoje 2/11. Enquanto isso, a gente vai levando.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Essa é boa! (texto)

Uma casa que custa mais de R$ 1 milhão costuma ser descrita com expressões como “amplo espaço interno” e “grande área de lazer”. Não é o caso do minúsculo sobrado à venda em Londres, descrito em seu anúncio como a casa mais "magra" da Inglaterra.
Por fora, mais parece um prédio – o sobrado é divido em cinco níveis. Em cada um deles, nada de muito espaço, já que a largura é de pouco menos que 2 metros. Somando as áreas internas dos cinco andares, o sobrado tem 92 metros quadrados.
Mais do que a “magreza”, o que chama a atenção no imóvel é o preço: ele está a venda por 549.950 libras esterlinas, equivalente a cerca de R$ 1,574 milhão. O valor é 61.450 libras (cerca de R$ 175.861) mais caro do que o preço pelo qual foi vendido ao antigo dono, três anos atrás.
O corretor de imóveis Simon Beatson disse ao jornal inglês Daily Mail que espera vender o imóvel pelo preço sugerido. “Eu nunca vi uma casa assim. Ela é realmente muito magra, o que dá um certo charme ao imóvel”, disse.
Beatson também afirmou que acredita que irá vender o sobrado para alguém solteiro, já que a estreita casa “não é prática para famílias”.

Em contagem regressiva ou progressiva (texto)

Hoje é dia 11 e estou quase de férias. Quase... A partir do dia 22 posso, finalmente, descansar depois de um ano abarrotado de trabalho, de tristezas, mas tb de superações. Vou a partir de hoje, publicar essa contagem progressiva 1/11: claro que ainda faltam reuniões (meu deus, o que seria da universidade sem elas?!), mas não muitas.

ps. Cris, o post e a imagem: praticamente uma inveja.

Acessibilidade e Ser diferente é normal (texto)

Existem duas campanhas na TV batante simpáticas e fundamentais: uma que trata da Acessibilidade e outra que trata das Diferenças, da inclusão social. A primeira trata do ACESSO: desde a possibilidade de se chegar aos lugares, o direito de ir e vir (justamente em virtude da falta de preocupação pública com as pessoas deficientes) até os meios tecnológicos que podem facilitar a vida dessas pessoas, os softwares livres. A segunda, também luta pelos direitos das pessoas com deficiência, mas ela é mais educativa, justamente porque trata do preconceito social em torno dos portadores da síndrome de Down.
As duas campanhas são muito bem produzidas, tratam com seriedade, sem perder o humor, dessas questões tão urgentes. O que fico pensando é no resultado dessas campanhas a longo prazo: vamos viver num país e num mundo muito mais democrático, mais humano, muito mais livre em muitos sentindos e talvez, quem aqui estiver, possa se preocupar com outras urgências.
Negrito

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Que susto (texto)!

Hoje, acordei bem cedo. Antes mesmo de tomar o café, liguei a TV. Soube, então, que 3 prédios no Centro do Rio de Janeiro estavam condenados pela Defesa Civil. Pelas imagens reconheci de imediato o meu prédio, quero dizer, o prédio que fico quando estou no Rio. Fui para o trabalho pensando no que fazer ...
Mais tarde, na Globo.com, revi a matéria e notei que havia sido um golpe de vista!
Os prédios do Centro Residencial são muito parecidos. Não era o "meu" , vi mais tarde. Mas o fato se deu bem pertinho dele. Segundo a matéria, uma das possíveis causas das rachaduras e do comprometimento dos edifícios é uma a obra (da Petrobrás) na esquina entre as Ruas dos Inválidos e Senado. Além disso, essas quadras do Centro da Cidade ficam alagadas se chove por 10 minutos. O que pode, tb, afetar a estrutura desses apartamentos.
Problemas antigos que não são resolvidos. Entra a sai prefeito/governador e os moradores continuam usando barcos para atravessar as ruas da Lapa.
Vamos acompanhar os desdobramentos da notícia para saber que solução será dada.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Problemas da profissão (texto)

Como alguns de vocês sabem, sou professor. Professores dão aulas. E aulas sem alunos, impossível. O fato de eu dar aulas significa, necessariamente, que eu faça avaliações. Fazê-las nunca é tranquilo (por tudo o que já foi dito sobre elas). Proponho uma questão, espero que o aluno consiga respondê-la. Essa resposta, em potencial, deve ser redigida de maneira que forma e conteúdo estejam casados. Nem sempre os casamentos são perfeitos. Na verdade, quase nunca os casamentos são perfeitos: às vezes o cara sabe o conteúdo (e eu sei disso), mas não consegue me provar que sabe através da sua escrita. Outras vezes ele não sabe o conteúdo e tenta através da sua escrita mostrar que sabe.
E outras vezes, ainda, ele sabe e sabe provar que sabe (sorte a dele e a minha tb).
Por tudo isso eu preciso atribuir uma nota ao seu trabalho. Essa nota não é a nota do aluno, mas a nota atribuída à prova feita pelo aluno. É claro que há muita dificuldade de se separar a nota atribuída ao aluno do aluno, por parte do aluno que recebe aquela nota.
Quase sempre, e isso se repete a cada final de ano, ele confunde a nota atribuída à prova ao fato do professor gostar ou não dele.
Ele não consegue entender, quase sempre, que gostar de alguém não significa aprová-lo. Uma coisa é gostar do aluno, ser, inclusive seu amigo, outra coisa é confundir a amizade com a nota que se deve atribuir à prova poduzida por ele.
Não posso aprovar um aluno porque sou seu amigo, porque simpatizo com ele, porque ele é bem humorado, educado, gentil, assiste as aulas. Não posso reprovar um aluno porque ele é mal-educado, grosseiro, não é meu amigo, ou porque tenho certa antipatia por ele.
Existem critérios objetivos para a correção de uma prova: a forma e o conteúdo. A forma é determinada por uma linguagem mais próxima possível da norma padrão. O conteúdo determinado pelos textos lidos e discutidos em sala de aula.
Fico angustiado com a reação deles em torno da reprovação e tb da aprovação. Ouço sempre "O senhor me deu tal nota", como se ela aparecesse do nada, como se eu não tivesse critérios para corrigir uma prova, como se eles não soubessem desses critérios.
E aí as caras viram, ficam feias, emburradas ou, num outro extremo, felizes, cheias de sorrisos, simpáticas, como se eu fosse o ressponsável pela nota que cada um recebe.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A Fátima falou e disse (texto)

Gostei muito de um comentário de uma amiga (Fátima do Blog Viver é afinar os instrumentos) aqui no Blog sobre o post Esporte e violência: ela escreveu sobre a sua incompreensão em relação à violência nos estádios de futebol. Escreveu que não compreendia todas essas ocorrências em torno do esporte. Disse ainda que se fosse para brigar (uma briga metafórica), por que não brigávamos por educação, por menos miséria, por igualdade, por integridade, por menos preconceito, por saúde?
Essas questões não atraem os fanáticos: poucas são as manifestações nesse sentido. Nunca há manifestação, por exemplo, pela qualidade da escola pública, muito menos, por hospitais equipados e por médicos competentes.
Se há, a mídia concede pouco espaço para divulgação. Talvez chame mais atenção brigas, pancadarias, bofetadas, bombas, tiros depois de uma partida de futebol. É possível que o marcador de ibope (índice de audiência) não aumente quando daquelas manifestações em potencial.
Eu vivo de esperança. Quer dizer, vivemos todos dela. E não desisto de sonhar com um país mais educado (continuo acreditando que educação é base para tudo. ah, não estou falando de escolarização, estou falando de princípios).

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Esporte e violência (texto)

Vergonhosa a forma como a torcida do Coritiba reagiu ao rebaixamento do time, vergonhoso tb como alguns torcedores do Flamengo comemoraram a vitória do hexa. Brigas, destruição, gente machucada, violência.
Em Curitiba um ônibus foi atacado por um bando de torcedores. Uma bomba decepou três dedos da mão de uma senhora que não tinha nada a ver com a história. Sequer era torcedora. Fora isso, aquela selvageria no Couto Pereira.
Acho que esses comportamentos deveriam ser punidos de forma mais efetiva. Como acontece na Inglaterra, por exemplo: os integrantes violentos de torcida devem se apresentar numa delegacia meia hora antes do início dos jogos. Os vândalos são rastreados e impedidos de entrar nos estádios.
Toda violência no esporte deveria ser banida: dentro e fora dos estádios. Jogador que faz uma falta grave, leva algum cartão, briga poderia perder parte do salário. Mexer no bolso sempre é uma boa estratégia.
Sei que talvez eu esteja exagerando, mas acho que exemplos tb podem surgir de leis mais severas. O que não pode são os espetáculos de agressividade e insanidade que assistimos SEMPRE.

Atividade Paranormal (filme)

Atividade Paranormal é um filme de baixíssimo orçamento para os padrões norteamericanos. Ouvi dizer que o filme custou aproximadamente US$15 mil. Não duvido, porque a locação é uma casa de dois andares e os efeitos especiais são bem simples. Fora isso, 3 atores, uma câmera trêmula e nada mais.
Nas primeiras semanas em que passam a morar juntos, o casal Katie e Micah começam a ouvir sons e perceber objetos em lugares diferentes de onde haviam sido deixados.
Os acontecimentos não parecem ter relação com a casa, mas sim com Katie, que revela então sentir a presença de "demônios" ou "fantasmas" desde que era criança. Nem de perto seu namorado, Micah, fica assustado com isso, muito pelo contrário: ele fica fascinado com a possibilidade de capturar alguma atividade paranormal.
Para isso, ele compra equipamentos de última geração que permitem captar os mais sensíveis sons e imagens. A filmadora fica, então, ligada durante toda a noite no quarto do casal, enquanto eles dormem. Em formato de filme caseiro, Atividade paranormal segue então um crescente típico de filmes de terror, com o passar das noites e acontecimentos estranhos que passam a se repetir, cada vez com mais intensidade.
Uma boa ajuda para que esse fenômeno chegasse ao circuito comercial de cinemas veio de Steven Spielberg, que viu a filmagem original e sugeriu ao diretor do filme, Oren Peli, um israelense programador de videogames, alterações para que a cena final do longa-metragem causasse mais impacto.
Talvez Peli tenha concordado com a mudança justamente para não perder a chance de dar mais visibilidade ao seu filme, porque o fim realmente parece destoar um pouco de toda a proposta construída até aquela última cena.
O bonequinho de O Globo está dormindo, mas eu suponho que ele esteja de olhos fechados em virtude da tensão. O filme é bom para quem curte tensão. Não vejo outra vez, é claro, mas me divertir.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hino do Flamengo

Uma vez Flamengo
Sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer
Vê-lo brilhar
Seja na terra
Seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo
Flamengo até morrer
Flamengo
Sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É o meu maior prazer
Vê-lo brilhar
Seja na terra
Seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo
Flamengo até morrer
Na regata ele me mata
Me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado
No “Fla-Flu é o Ai, Jesus”
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer eu sou
É, eu sou

Da Série Contos Mínimos (texto)

"Apenas os oceanos são eternos". Leu diversas vezes esta afirmação e pensou na impossibilidade de Ser para sempre. Lamentou por uns dias. Concluiu, feliz, que a eternidade é tempo demais. Precisava descansar.

Seja na terra, seja no mar



Meu coração é rubro-negro

É ou não analfabeto? (texto)

Caetano Veloso, em entrevista dada em Portugal - onde participa de vários eventos sobre o Tropicalismo, explicou para a imprensa que não chamou o presidente Lula de Analfabeto. Disse que essa declaração foi uma edição sensacionalista da Nova Direita. Declarou, ainda, que os linguistas brasileiros idealizam o modo de falar do presidente ao qual atribuem uma forte "significação social e histórica".
Disse também que não imagina alguém que não faça a devida concordância entre o artigo e o substantivo sendo eleito na Argentina, na França, nos Estados Unidos ou em Portugal para representar o país.
Além dessas declarações, o cantor, explicou que não procurou corrigir o que não tinha dito justamente para romper com um tabu, segundo ele, hegemônico aqui no Brasil, de que não se pode falar mal do presidente.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Campanha Contra o Câncer de Pelo (texto)

Hoje começa mais uma campanha de prevenção do câncer de pele, realizada anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pelo segundo ano consecutivo, o evento conta com a parceria do Hospital Universitário do Oeste do Paraná. O objetivo da campanha é alertar as pessoas que procuram a unidade sobre o câncer de pele. Durante todo o dia, profissionais realizarão atendimento e avaliação da pele e os casos que necessitarem de um exame mais aprofundado, serão serão encaminhados para os procedimentos necessários.

Em Cascavel:
Hospital Universitário do Oeste do Paraná
Av. Tancredo Neves, 3224
Santo Onofre - CEP 85806-470
Saída para Foz do Iguaçu
Tel : (45) 3321-5151

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Da Série Contos Mínimos (texto)

Chegou em casa, deixou as compras sobre a mesa, olhou em volta, preparou um café bem forte e, enquanto bebia o líquido quente, relembrou, sozinho, a infância.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dia do Samba (texto)

Chegou a hora dessa gente bronzeada
mostrar seu valor
Eu fui à Penha fui pedir à padroeira para
me ajudar
Salve o Morro do Vintém, Pindura-saia,
eu quero ver
Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro
para o mundo samba.

Dia 02 de dezembro, dia do Samba. Não é feriado, claro. Não se comomora o dia do samba na praia, mas dando no pé.
A brincadeira já dura 14 anos e começou despretensiosa: um grupo de amigos, encabeçado pelo sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz, lotou um vagão na Central do Brasil e seguiu até o subúrbio carioca, improvisando uma roda de pagode. Pois a festa cresceu, entrou para o calendário turístico da cidade e nesta quarta-feira, 2, atraiu cerca de 50 mil pessoas, que foram à gare ou ao bairro de Oswaldo Cruz, para comemorar o Dia Nacional do Samba.
Um vagão já não é suficiente - quatro trens foram destinados aos grupos de pagode, para a velha guarda das escolas de samba, e blocos carnavalescos. A lotação dos 28 vagões foi esgotada por 3.400 pessoas que trocaram um quilo de alimento pelo bilhete.
A costureira Ana Paula Santana de Freitas, de 33 anos, pegou os três filhos na escola às 10 horas e saiu de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para acompanhar desde cedo a movimentação na Central do Brasil. "A gente adora. Vamos no trem da Mangueira, que fica lotado. Não dá para respirar, mas a gente samba até chegar lá", contou. Para garantir, levava chocalho e pandeiro. "Se faltar música, a gente também toca."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A VÍRGULA (Texto ABI)


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber..
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.


ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Da Série Contos Mínimos (texto)

Da janela do carro: uma nuvem, um jardim, um menino, uma casa, muitas árvores, paisagens, paisagens, paisagens.

Fico assim sem você (gif)




Saudade dada (poesia)


Em horas inda louras, lindas
Colorindas e Belindas, brandas Brincam no tempo das berlindas
As vindas vendo das varandas
De onde ouvem vir e rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas
Mas em torno à tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!
E em tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transtorna
No ar de torpor da tarda tarde

E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos...
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos.


(Fernando Pessoa - Ficções do Interlúdio),

Amanhã (música)

Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar
Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar
Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!

Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge Prá se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno!