domingo, 15 de janeiro de 2017

Visto GG, você P. Você P, eu GG (Proporcional, Tulipa Ruiz)

Eu sempre fui um cara magro. Isso, inclusive, me incomodava muito nos anos de adolescência. Eu sonhava em engordar nem que fosse um pouquinho. Me conformei com o meu peso, não tinha outro jeito. Quase nunca acima de 70 quilos.
Aos 41 anos eu estava na minha melhor forma física. Estava forte. Com 1,80m de altura, eu pesava, mais ou menos, 90 quilos (foto ao lado). Eu malhava 5 dias por semana com um personal-trainer, tinha uma alimentação bastante equilibrada, dormia bem, me estressava pouco. Eu estava fazendo o doutorado no Rio de Janeiro. Foi uma época muito boa. Eu reconheço.
Hoje, levei um susto. Bem, vou contar porque, dessa forma, eu organizo melhor os planos. Faço aniversário no próximo dia 19 (52 anos). E depois de muito tempo, resolvi comemorar com uma reunião para alguns amigos (mais próximos), aqui em casa. 
Bem, resolvi comprar uma camisa, na verdade era uma camiseta. Verão, muito calor. Nada melhor do que se vestir de maneira bem informal. É meu estilo.
Fui às lojas aqui bem perto de casa, num centro comercial. Não encontrei nenhuma camiseta como a que eu estava pensando: branca, com pouca estampa, sem nada escrito e que não ficasse colada no meu corpo. Odeio roupa me apertando (seja, cueca, calça, camisas etc.), vou ficando angustiado com isso.
Há uma loja, nesse centro comercial, que sempre compro camisas ou ternos, sapatos (é uma loja mais sofisticada, esporte fino) desde que estou morando em Cascavel. Faz 9 anos que estou por aqui. Faz nove anos que compro nessa loja. Faz nove anos que visto tamanho M (médio).
Para o réveillon, estive nesse mesma loja e comprei uma polo cor-de-rosa, tamanho M. Ela ficou meio apertada, mas eu usei assim mesmo, afinal M é o meu tamanho. Ficou bem "meio" apertada, do jeito que me incomoda. Mas eu não podia acreditar nisso. Não devia, pelo menos.
Hoje, não teve jeito, tive que comprar uma polo tamanho G. Gentem! Pelamordedeus! Ou era esse tamanho ou eu não conseguiria sair do provador. A camisa M ficou horrorosa, marcando a minha pança e o meu peito (agora eu tenho peito: na verdade, 2 peitos enormes). 
Saí da loja com a camisa e com a promessa de que amanhã entro numa dieta séria. Não dá para chegar aos 52 e estar incomodado com alguma coisa sem resolver o incômodo (ou pelo menos tentar resolvê-lo). 
Aí cheguei em casa e decidi não deixar para amanhã o que posso iniciar hoje mesmo. Já comecei a tal dieta. Nada de carboidrato. Nada de açúcar até eu entrar outra vez no meu tamanho.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

"Há certos momentos que, ao contrário do que pensas, fazem parte da tua vida presente e não do teu passado."

Despedidas são sempre, para mim, momentos difíceis. Fico sempre com aquela sensação de que aquilo que era para ser temporário (Vamos nos encontrar logo!) acaba sendo para muito tempo. Às vezes, para toda vida. E sei exatamente como a distância vai emperrando as engrenagens. Sei exatamente como ela vai enferrujando as dobradiças. Parti muita vezes, depois de curtas ou longas temporadas. E fui deixando e recolhendo pistas, me esquecendo e esquecido.
Hoje, me despedi de um grande amigo. Ele vai embora e sei que não vamos nos encontrar como nos últimos dois anos: quase que diariamente. O dia a dia foi dando uma ordem nas nossas relações: fiz um amigo. Um grande amigo. Daqueles que se pode contar para pequenas e grandes coisas. E dizer adeus para um amigo é doloroso. 
As palavras vão grudando na garganta, se misturando com a saliva, embolando na boca. Não saem como deveriam e da forma como a gente queria que saíssem. O abraço e o aperto de mão é pouco para tanto o que se viveu. Os olhos nos traem e nublam as nossas visões. Fico com um aperto no peito. 
Estou torcendo para que você seja muito feliz! E acredito que mesmo deslembrado de alguns momentos, estes estarão presentes em todos os meus risos, porque ao contrário do que a gente pensa, certos momentos fazem parte da gente e não do nosso passado.
Vá com deus. Ele te proteja.

O tempo só anda de ida...


O tempo só anda de ida - Manoel de Barros

Resultado de imagem para o tempo é só de idaComo diz o poeta, o grande poeta: "o tempo só anda de ida". É sempre daqui pra frente. Adiante. Não tem caminho lá atrás. Não tem volta. Lá atrás apenas memórias recontadas. Requentadas.
A vida segue um rumo e de repente já fizemos cinquenta anos. E dos cinquenta já se foram mais dois. Eu sinto saudades da minha mãe, do amigo que vai embora. Das lembranças que me tomam quando ouço essa e aquela música.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

25 de dezembro de 2016: RIP George!

Resultado de imagem para george michaelGeorge Michael embalou as minhas noites (seja lá o que isso possa significar). Um homem lindo, elegante, talentoso, uma puta voz e um repertório quase perfeito (a ordem não é hierárquica). 
Fui ao seu show no Rock in Rio e me diverti muito, além de ficar encantado com a sua presença ao vivo e a cores. Muitas cores, por falar nisso. Naquela época eu ainda tinha muita energia para dança a noite inteira. E dancei.
Resultado de imagem para george michael olderAcompanho a sua carreira desde o grupo Wham!. A sua beleza e o ritmo de Wake me Up Before you Go-go atormentaram, no bom sentido, os meus embalos de sextas, sábados e domingos à noite. Além, é claro, de ouvi-lo em casa.
Muitos discos, muitas músicas, muitos sucessos fizeram parte da minha vida. Não consigo escolher um álbum ou uma música como prediletos: mas Older, Songs from the Last Century e Patience (CD´s), Freedom, Cowboys and Angels, Fastlove, Spinning the Wheel e It Doesent´s Really Matter (músicas) estão entre os preferidos.
Fiquei triste com a notícia de sua morte. Um homem jovem e com uma carreira ainda para dar conta. Bem, a vida não é essa matemática. Fica aqui o meu registro e a minha homenagem ao grande ídolo. RIP George!!!!!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Saudade que não passa nunca!


Ainda que os últimos meses em Portugal não tenham sido os melhores da minha vida, sinto uma saudade tão grande de alguns amigos que transbordo pelos olhos só de me lembrar: Ismael, Karen, Manuel. Eles me salvaram ainda que não saibam disso. Me socorreram ainda que eu não tenha feito nenhum pedido formal. Me escutaram ainda que eu não tenha dito nenhuma palavra. Estavam por perto: me fizeram rir sem que eu tivesse vontade. Me acompanham pelas ruelas da cidade. Me ajudaram esquecer, me fizeram lembrar o que era a amizade. Valeu, gente!

domingo, 27 de novembro de 2016

Da Série: Contos Mínimos

Resultado de imagem para o vazio da salaOs óculos sobre a cama. Minha carteira sempre perdida em algum lugar da casa. As chaves sobre algum móvel próximo à entrada. Meu telefone com o registro da última ligação feita, na mesa de cabeceira. No streaming, uma música brasileira antiga. A tv desligada, apenas uma janela aberta (a do escritório) e eu morto na sala sobre o tapete rajado de vermelho e bege.

sábado, 19 de novembro de 2016

Laços

Resultado de imagem para laço entre pessoasNesses dias, de hospital e de repouso, senti o quanto meus amigos estão por aqui se eu precisar. Muito bacana saber o tanto de gente que se dispõe, que se preocupa, que se eu precisar estará aqui. Ligações, visitas, mensagens. Sem tempo pra me sentir sozinho. Ao contrário disso, me senti protegido.  E de repente, Nanci invade o quarto. Sempre ela, presente desses anos todos.

Da Série: Contos Mínimos

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_Não vê? Tá na cara! Sou porta-bandeira de mim.

domingo, 13 de novembro de 2016

Da Série: Contos Mínimos

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Há sempre um mar na minha lembrança: marinheiros, maresias, marambaia, marujos. Marcas da minha infância. Memórias.