segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hong Kong in e out (texto)

Hoje, descobrimos 2 Hong Kong bem diferentes (é possível que existam tantas outras versões, numa proporção infinita, filtrada por cada um que esteja na cidade): uma completamemte desinteressante, cheia de prédios altíssimos, com um céu totalmente tomado por uma nuvem de poluição, repleta de turistas e virada num shopping center. Odiamos essa versão futurista. Hi-tec.
A outra, uma versão tb moderna, mas uma modernidade menos templo do consumo desmedido. Aquela, uma versão de flores de plástico em vasos gigantescos, com escadas rolantes que nos levavam para lugar algum, golfinhos coloridos enfeitando as paisagens e tantas quinquilharias que me lembravam Ciudad del Este.
Esta, rodeada por construções antigas numa versão agradável aos olhos, bares, restaurantes pequenos, um clima descontraído de fim de tarde depois do trabalho. Ficamos encantados com esta outra versão, ainda que no mesmo calor infernal, com o mesmo cinza ocupando o céu. Sentamos para uma cerveja e batemos um longo papo. Rimos, tiramos fotografias.
Não levamos fé quando no Guia encontramos a informação sobre o Escalator (achamos que pudesse ser alguma criação das Organizações Tabajaras): uma ladeira que se sobe por escadas rolantes. Essas escadas nos levaram a diversas ruas repletas do que fazer: lojas de artes, livrarias, cdteca, confecções de jovens estilistas etc.
Além disso, descobrimos no Centro Velho, uma infinidade de lojas vendendo especiarias exóticas (chifre, rabo, pata, pênis de veado, morcego, cavalo marinho desidratados, lagartas de diversos tipos, cogumelos de todas as cores e tamanhos, peixes vivos, carangueijos, ostras e tantas outras coisas que só na conchinChina se encontram).
Outro dia, quando eu postar as fotos, vocês poderão ver e comprovar se eram ou não estranhas aos nossos ocidentais olhos.

domingo, 28 de agosto de 2011

Se não a maior, muito perto disso (texto)

Não sei se a maior aventura da minha vida, mas com certeza uma das. Cheguei em Hong Kong e para pegar a minha mala precisei passar pela imigração. Eu não devia fazer isso, mas achei que com a mala nas mãos reencontraria o caminho que eu devia ter seguido.
Não foi o que aconteceu. Não me deixaram retornar e tive que me vira com um inglês que deixaria qualquer chinês envergonhado.
Procurei o setor de informação e disse que precisava pegar a barca para Macau.
Fiquei, mais ou menos, meia hora de um lado para o outro sem saber ao certo o que fazer.
Uma luz: trocar euro pela moeda local para comer, hotel, se fosse preciso, táxi para chegar em algum lugar.
O combinado era não passar pela imigração porque não era necessário já que meu destino era Macau. Além disso, duas amigas me aguardavam para que eu não me perdesse. Não tinha retorno. Eu teria que me virar sozinho.
Meu telefone não tem sinal, não há internet disponível e um desespero, que é sempre ruim, me tomando o racional.
Tentei um pouco mais e encontrei uma rede livre. Me conectei e eis que recebo um e-mail de um amigo que já sabia do meu drama. Além disso, consigo via Viber falar com uma de minhas amigas.
Fico mais tranquilo, mas de qualquer forma eu precisava sair de Hong Kong e chegar em Macau.
Com as anotações em mandarin da moça que trabalha no aeroporto no setor de informação, me dirijo para o táxi. O rapaz que me conduz não me entende, a senhora que me coloca dentro do táxi conversa qualquer coisa com o motorista e estamos a caminho de algum lugar. O desespero é tanto que não percebo a cidade, apenas os 30min que me pareceram uma eternidade.
Começo a ficar desconfiado de que alguma coisa está errada. Tento uma conversa com o motorista, mas compreendo muito pouco do que ele me diz.
Finalmente, ele me fala em chinglês que está me levando para o único lugar de onde se sai para Macau. Frisa muito o "único" lugar.
Fui ficando mais tranquilo, ficando, veja bem...
Minha neura era tão somente saber se o dinheiro trocado daria para o as despesas que viriam: táxi, barca, táxi.
Embarquei, depois do que me pareceu uma eternidade, para Macau, passei outra vez pela imigração e NA-DA de falante de português.
Fui outra vez à informação e mostrei o endereço do meu amigo, uma menina reescreveu "aquilo" num papel, me levou até um táxi e o motorista me troxe pra cá.
Claro que não tinha ninguém em casa, estavam loucos atrás de mim. Uma hora depois eles apareceram e me senti, nesse instante, salvo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Sentido Hong Kong (texto)

Estou a caminho de Hong Kong, perdido, sozinho num aeroporto em Londres. Meu inglês não dá sequer para pedir licença, dizer que a cidade é linda ou que ao chegar em Hong Kong vou para Macau. Mas aquele velho ditado "quem tem boca vai a Roma" deslizou para "quem tem um amigo vai à China". Esse tá valendo.
No momento estou sozinho, fiz o check in e aguardo o voo. Não faço ideia sobre o que me espera quase do outro lado do mundo, mas vou. Quer dizer, imagino sim, duas amigas. E por falar em amigos, acabo de encontra uma que tb vai para o mesmo congresso. Mundo pequeno. Mundo pequeniníssimo, acabo de encontrar mais uma.
Este post não tem foto (coloco assim que estiver numa internet que eu não precise digitar com apenas um dedo), ele apenas aponda uma direção.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Meu coração e meus olhos (texto)

Depois de uma viagem de 12h na classe econômica, finalmente, cheguei em Londres. Completamente podre, com as pernas arrebentando as meias de alta compressão e a cabeça doendo. Depois de uma hora para sair do avião, vamos em direção à imigração.
Não entendo todas as palavras que a mim são dirigidas pelo simpático senhor que examina o meu passaporte. Ele torna a me perguntar e somando as palavras que eu conheço, percebo que ele quer saber por quanto tempo ficarei por aqui. Não sei o que responder, mas saco da minha pasta um texto pronto que lhe informa tudo sobre a minha viagem: um dia em Londres, mas a caminho da China.
Ele me pede agora para ver o bilhete, as reservas...mostro tudo e pronto, recebo o visto por seis meses.
Antes de eu ir embora ele percebe que saí de Foz do Iguaçu e me pergunta se fica no Amazonas. Além de ri, tento explicar que Foz e Amazonas de comum apenas o mesmo gentílico: todos brasileiros, mas separados por quilômetros, muitos quilômetros de rios, mares, florestas, cataratas de distância. Ele finge que me entende, agradeço e descubro Londres.
A cidade é linda demais, mesmo sob a chuva intensa e um trânsito que faz São Paulo parecer Cascavel. Os prédios são baixos, as ruas floridas e estreitas, muitos ciclistas e vezinquando uma paisagem conhecida se descortina diante dos meus olhos. Fiquei em silêncio observando tudo, nem ouvia o que as amigas me perguntavam, apenas olhava a cidade, as pessoas.
Depois de duas horas, chego na casa dos meus amigos que me hospedam. Uma breve comunicação e quero sair para comer porque a última refeição honesta que fiz foi na quarta-feira à noite. Continuo cansado, mas depois de um banho quente e alimentado consigo escrever um pouco.
Meu coração ficou no Brasil, mas meus olhos me acompanham por cada ruazinha que atravesso. Amanhã, se deus quiser, tem mais.

sábado, 20 de agosto de 2011

Sou eu (Ivan Lins e Chico Buarque)


Na minha mão o coração balança
Quando ela se lança no salão
Pra esse ela bamboleia
Pra aquele ela roda a saia
Com outro ela se desfaz da sandália
Porém depois que essa mulher espalha
Seu fogo de palha no salão
Pra quem ela arrasta a asa
Quem vai lhe apagar a brasa
Quem é que carrega a moça pra casa
Sou eu
Só quem sabe dela sou eu
Quem dá o baralho sou eu
Quem manda no samba sou eu

Na minha mão o coração suspira
Quando ela se atira no salão
Pra esse ela pisca o olho
Pra aquele ela quebra o galho
Com outro ela quase cai na gandaia
Porém depois que essa mulher espalha
Seu fogo de palha no salão
Pra quem ela arrasta a asa
Quem vai lhe apagar a brasa
Quem é que carrega a moça pra casa
Sou eu
Só quem sabe dela sou eu
Quem dá o baralho sou eu
Quem dança com ela sou eu
Quem leva esse samba sou eu
Na área o robário sou eu
Desculpe a modéstia
sou eu
Adiós pampa mía
Sou eu
Sou eu
Sou eu

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Digno de pena (texto)

A cada dia sou convencido de que, na maior parte das vezes, a pergunta que se faz na universidade quando se é solicitado é: se eu posso te atrabalhar por que eu iria ajudar?

Digno de nota (texto)

RIO - A partir de hoje, quinta-feira, dia 18 de agosto de 2011, os fãs da cantora Marisa Monte poderão acompanhar em seu site oficial http://www.marisamonte.com.br/ as novidades sobre o seu novo disco, o oitavo da carreira, previsto para ser lançado ainda no segundo semestre deste ano. Seus fãs ainda poderão escolher a rede social de preferência para receber as novidades.
Marisa Monte é a mais nova artista a usar a internet como ferramenta de divulgação de seu novo trabalho. Chico Buarque, em junho, criou um site para publicar vídeos exclusivos, fazer pré-venda seu novo disco e apresentar um show com música inédita.

Porque a gente acredita, mesmo não acreditando muito, que vc está me protegendo

Faz quinze anos que vc nos deixou! Eu já era um homem. Vivia há um longo tempo longe de vc. Tive a sorte de conviver contigo por 44 anos. Um...