segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quando "dois" é pouco (texto)

Dizem por aí que um é pouco, dois é bom e três, demais. É bem verdade que em algumas situações o ditado popular tá certo. Por exemplo, se uma relação a dois já é complicada, a três  se deve  acrescentar, pelo menos, um terço de complicação (uns poderiam dizer, mas se deve acrescentar tb, pelo menos, um terço de diversão etc.).
No entanto, quando não se tem uma margem, um a mais, em se tratando, por exemplo, de uma família,  se falta um, sobra apenas um. Aí  não é fácil segurar a barra sozinho.
Decidir sozinho, resolver com vc mesmo, fazer exatamente sem ouvir o outro, não ter uma segunda impressão, não ter outra opinião, não é das situações a mais confortável.
É bom ter uma margem de segurança, e margem aqui não é estepe, reserva, moletas, é ter segurança para, se pintar uma barra bem pesada, poder dividi-la.

Um comentário:

  1. É verdade ter um "encosto" para dividir as coisas boas e ruins da vida é muito importante. O olhar do outro sempre pode nos acrescentar algo. É o excedente de visão. Agora, não pode ser qualquer pessoa. Tem que ter sintonia. Nível de maturidade compatível. Esse negócio de está consumindo a existência com explicações, justificativas para o outro e ainda aturando carências excessivas etc etc é fim da picada!

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